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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Pastores candidatos políticos: a reafirmação de um pensamento

Foi dada a largada! Agora os candidatos políticos já podem fazer abertamente suas propagandas políticas. Que o bom Deus nos ajude concedendo a nós muita paciência com tanta poluição sonora e visual que invadirá nossos sentidos com os discursos e músicas de mal gosto que teremos que aturar. Na verdade, é muito difícil saber quem está por trás das palavras, das fotos  e das rimas dos jingles de campanha...

Dentre os milhares de candidatos espalhados por este Brasil afora, encontra-se um número expressivo de pastores cristãos que a cada eleição se enveredam pelos caminhos - infelizmente, muitas vezes tenebrosos - da política brasileira. Um pastor na condição de cidadão de um Estado livre, ao se candidatar, está exercendo livremente o seu direito constitucional e democrático de ser votado nas eleições. Porém, será conveniente um pastor na condição de um homem vocacionado por Deus entrar para a carreira política? 

Por algumas vezes, em anos anteriores, já tratei sobre este tema. O meu pensamento em relação a este assunto continua o mesmo. Uma vez que estamos em época de campanha política, quero reafirmar meu posicionamento. Veja nos links abaixo as postagens que abordo sobre o tema (no último link falo sobre o envolvimento das igrejas evangélicas nas campanhas políticas):







terça-feira, 17 de julho de 2012

Tempo com Deus


Com certeza você já deve ter lido ou ouvido certos ditados populares que falam do relacionamento do homem com Deus e do tempo que as pessoas deixam de usufruir com Ele. Ditados, como este, por exemplo: “Quem não tempo para Deus, vive perdendo tempo”.  Embora sejam ditados populares, expressam algumas verdades. O nosso relacionamento com Deus depende muito do tempo que passamos a sós com Ele com o único propósito de falar com Ele, de buscar e desfrutar de sua presença.

Mas na correria que o dia-a-dia nos impõe acabamos relegando a nossa busca a Deus aos cultos públicos que participamos quando nos reunimos no lugar que chamamos de “igreja”. Quero deixar claro o quão necessário é para o nosso desenvolvimento espiritual estarmos juntos para servirmos e adorarmos a Deus. Ora, o próprio nome “igreja” significa “chamados para fora”, ou seja, exprime a ideia de uma congregação ou grupo de pessoas reunidas para um propósito: servir e adorar a Deus. A igreja não salva, quem salva é Jesus... Mas uma vez salvos, é impossível viver a vida com Jesus sem nos relacionarmos com os irmãos da mesma fé, servindo e adorando juntos a Deus.

Por outro lado, infelizmente, temos abandonado o “a sós com Deus”. Aquele momento que separamos num cômodo de nossa casa para buscar a Deus em oração. Temos abandonado essa prática à medida que a vida moderna nos impõe tantas responsabilidades, compromissos e entretenimentos diversos. É a correria do dia-a-dia...


Jesus, porém, nos ensina sobre a importância e a necessidade de buscarmos solitariamente a Deus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:6). Jesus não está dizendo que a única maneira correta de orar a Deus é dentro de um quarto de porta fechada, mas quer nos levar à compreensão da importância vital de diariamente separarmos um tempo para estarmos a sós com Deus, num local apropriado.

Vejamos o que Jesus nos diz a respeito do “quando orar”. Primeiramente, diz: “Entra no teu quarto...”. Essa palavra “quarto”, no grego, muito antigamente se referia ao depósito ou a dispensa do administrador da casa (espécie de mordomo). Só o administrador tinha acesso àquele lugar, pois era um lugar privativo dele. Jesus, então, está nos dizendo que devemos reservar um lugar para buscamos a Deus, um lugar somente para nós, onde outras pessoas não têm acesso, pelo menos durante o momento em que estamos falando com Deus. Isto significa que o lugar onde passamos momentos a sós com Deus é muito importante. O lugar da oração não precisa necessariamente ser um quarto, mas um cômodo que você tenha acesso e liberdade para ficar sozinho enquanto fala com Deus.

Depois, “feche a porta”, disse Jesus. Ora, por quê? Porque precisamos de privacidade quando oramos a Deus. Jesus está dizendo que o lugar privativo da oração deve ser um lugar onde ninguém nos vê, nem nos ouve, senão somente a Deus. Há certas coisas particulares, íntimas de cada um, que não convém orar em voz alta num culto público. Porém, isto pode e deve ser feito quando estamos sozinhos com Deus. Quando fecha a porta, isso permite a você ter privacidade para abrir seu coração e falar com Deus com toda a liberdade que não teria se um monte de gente estivesse ao seu lado. Quando fecha a porta, você fecha a porta para todo tipo de interrupção, sons, distrações que possam atrapalhar seu momento com Deus.

Jesus continua: orarás a teu Pai, que está em secreto”. Quando estamos a sós com Deus, entramos num relacionamento secreto com Deus. “Secreto” significa: confidencial, íntimo e particular. É exatamente esse tipo de relacionamento que Deus quer ter conosco quando entramos em nosso quarto e fechamos a porta para buscarmos a sua presença: um relacionamento confidencial onde confidenciamos coisas para Ele que compete somente a Ele ouvir; íntimo, não algo superficial, mas um relacionamento profundo com Deus; e particular, pois é um momento somente entre você e Deus e mais ninguém. É um momento secreto com o Deus que está em secreto, mas presente, vivo e real, com você e em você para te ouvir e te abençoar. O lugar que separamos para buscar a Deus torna-se então, o lugar secreto de Deus, e ali nos encontramos com Ele.

Por fim, Jesus descreve o resultado dessa oração solitária e particular: “e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. A Bíblia descreve de forma extensa que Deus ouve os clamores dos seus filhos e os responde com terno amor. Um exemplo é o Salmo 34:15 e 17: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor... Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações”. Veja também estas passagens bíblicas que falam sobre este tema: I Jo. 5: 14-15; Tiago 5:16; Mateus 21:22; Provérbios 15:8, 29; Salmo 102:17.

Jesus, o nosso maior exemplo, nutria sempre o hábito de estar a sós com o Pai. Marcos relata no evangelho que escreveu que certa “manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando” (Mc 1:35).

Tenho a plena convicção que a busca a Deus, estando a sós com Ele, é uma das maneiras insubstituíveis de prosseguirmos em nossa busca de conhecer a Deus cada vez mais, como escreveu o profeta Oséias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR...” (Os 6:3). Se eu e você quisermos nutrir uma vida espiritualmente profunda e significativa com Deus precisamos separar momentos diários para estarmos a sós com Jesus.

O renomado Pr. David Wilkerson, escreveu o seguinte sobre este tema, fazendo a seguinte pergunta: “Por que orar é tão difícil para os cristãos?”. Então ele diz: “É de partir o coração ler as cartas enviadas para o nosso ministério de multidões de cristãos arrasados. Famílias estão se esfacelando, casais se divorciando, pessoas que por anos andaram em fidelidade a Cristo estão vivendo em temor e em derrota. Cada uma dessas pessoas tem sido derrotada por algo - pecado, depressão, mundanismo, cobiça. E ano após ano, parece que os seus problemas vêm piorando. No entanto, o que mais me choca em suas cartas é que muito pouco destes cristãos chegam a mencionar a oração. Eles utilizam fitas gravadas, livros, conselheiros, programas de ajuda pelo telefone, todos os tipos de terapias - mas raramente a oração. Vivem todos os dias preocupados, amedrontados, com uma nuvem sobre suas cabeças, porque não possuem uma resposta para os problemas. Por que é tão difícil para os cristãos, durante as crises, buscar a Deus em favor de necessidades desesperadoras? Eis a minha grande pergunta - pergunta que simplesmente não consigo entender: Como pode o próprio povo de Deus - que está sob ataque constante do inferno, enfrentando problemas e tentações de todos os lados - passar semanas e semanas sem jamais buscá-lo? E como podem professar que o amam e creem em suas promessas, e, contudo jamais se achegar ao seu coração?”. (Fonte: http://www.worldchallenge.org/pt/node/3030).

Realmente, as palavras Pr. David Wilkerson descrevem uma triste realidade. Portanto, aceitemos o apelo de Jesus, comprometendo-nos diariamente ao que Ele nos ensina: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Desse modo, com certeza, Deus fará em e através de nós “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3:20). 

sábado, 14 de julho de 2012

A quem adorar?


O ser humano foi criado por Deus para ser um adorador. Esta é a razão do homem levantar ídolos para adorar e prestar culto, desde as sociedades mais primitivas. Todavia, não foi isso que Deus planejou no princípio. O homem deveria adorar e servir única e exclusivamente o único Deus Criador.

Porém, o homem, dado seu livre-arbítrio, decidiu seguir seu próprio caminho separado de Deus. Daí o surgimento de tantos deuses, ídolos e religiões espalhados pelo mundo afora. Na Bíblia, o Antigo Testamento relata como a nação de Israel por várias vezes foi condenada por Deus por fazer imagens de escultura a fim de prestar-lhes culto e adoração (Ex 20:3-5; II Cr 36:14-19).

Hoje, os que pretendem restaurar seu relacionamento com Deus devem, ao mesmo tempo em que recebem Jesus no coração, precisam também abandonar os falsos deuses. O apóstolo Paulo afirma que os verdadeiros cristãos são aqueles que “deixaram os ídolos para seguir e servir ao Deus vivo e verdadeiro” (I Ts 1:9), e que por isto, devem fugir da idolatria (I Co 10:14).

Mas não pensemos que a idolatria envolve apenas a adoração a deuses representados por imagens de escultura. A Bíblia nos ensina que o dinheiro ou os bens materiais podem ser tratados como deuses, por isso Jesus alertou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24). Desse modo a cobiça ou a avareza são também uma forma de idolatria (Cl 3:5), bem como as perversões sexuais onde pessoas adoram pessoas (Rm 1:24-27).

Há ainda aqueles que são idólatras do seu automóvel, do seu trabalho, de sua casa, de um hobby, pois colocam Deus e as pessoas em segundo plano em detrimento daquelas coisas. Por esta razão, até o ateu, mesmo sem saber, é um adorador. O ateu, fatalmente adorará algo no lugar de Deus, seja um bem material, um ídolo humano, um dogma científico ou uma filosofia de vida que segue fielmente.

O ser humano foi projetado por Deus para adorar, para ser um adorador. Se o homem não adorar a Deus, arrumará qualquer outra coisa para adorar. Porém, feliz é aquele que compreende e obedece ao que Deus planejou desde o princípio: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4:10).