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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Como lidar com a raiva

A raiva é uma forte emoção de desagrado. Ela é o resultado natural, reflexivo da frustração. É a nossa reação quando um objetivo é bloqueado.

A raiva, porém, possui também os seus pontos positivos. Por exemplo, quando vemos a injustiça que nos cerca, ou presenciamos sofrimento, ficamos zangados porque estas condições não deviam existir. A energia produzida por essa indignação pode motivar-nos a corrigir as injustiças.
A raiva é uma emoção vital, válida, natural. Se for certa ou errada vai depender da forma como for liberada ou exercida.
A raiva deve ser motivada pelo amor do que é certo para as pessoas, por aquilo que é exigido de nós pelo amor que dedicamos a Deus. A raiva pode ser construtiva e criativa. A ira no cristão deve satisfazer a três condições:
a)    Deve ser dirigida contra algo errado e mau.
b)    Deve ser controlada e não uma paixão ardente, descontrolada.
c)    Deve ser isenta de ódio, malícia ou ressentimento.

O apóstolo Paulo reconhecia que a ira faz parte da vida. É por isso que escreveu: “Irai-vos e não pequeis...” (Ef 4:26). Note que ele não escreveu: “Não pequeis irando-vos”.
Mas nem sempre ficamos zangados por razões nobres. Muitas vezes, a nossa raiva é fruto de nosso egoísmo. As coisas não saem como gostaríamos que saíssem e isso nos frustra e ficamos zangados. É quando então a raiva rapidamente fica amarga, azedando até transformar-se em ressentimento, ódio, malícia, e até mesmo violência.
Neste caso, devemos estar atentos ao que Paulo escreveu em sua carta aos cristãos da cidade de Éfeso: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4:26), ou como são traduzidas estas mesmas palavras na Nova Tradução da Linguagem de Hoje: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva”, isto é, quando ficamos irados devemos nos ver livre da ira, por meio do perdão, antes que chegue o outro dia, pois caso contrário, essa ira pode instalar-se no coração, criando raízes profundas em nosso interior, transformando-se numa raiz de amargura que destrói relacionamentos e difícil de ser curada.
Para controlarmos a raiva, devemos em primeiro lugar, reconhecer nossas emoções e admitir que estamos irados. Admitir o sentimento de raiva não significa que temos de agir de acordo com ele. Reconhecer a presença da raiva é uma forma salutar de reação a ela. Ignorá-la e reprimir nossos sentimentos de zanga só serve para piorar as coisas. Ficar com raiva não é necessariamente um pecado, mas sim ignorá-la e reprimi-la.


Paralelamente a isto, devemos ter a consciência de que dependemos do Espírito Santo para nos guiar e nos dar poder para controlarmos a raiva. Devemos também orar pela dificuldade que temos com os nossos sentimentos, admitindo francamente a situação para Deus.
E por fim, precisamos nos familiarizar com os versículos da Bíblia que falam da ira, e com os que falam como agir em relação aos outros. Devemos compreendê-los e colocá-los em prática em nossa vida diária.
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Fonte:

WRIGHT, Norman H. Comunicação: A Chave Para seu Casamento. 3. ed. São Paulo: Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1990.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Conversa ou comunicação?

A comunicação é fundamental para a manutenção de qualquer relacionamento pessoal, tanto mais quando se trata do relacionamento conjugal. Definitivamente, sem comunicação não há relacionamento. Comunicar-se adequadamente, no entanto, não é uma tarefa sempre fácil. É uma tarefa que dela depende a sobrevivência ou a morte de nossas relações pessoais. Não é por acaso que Provérbios, o livro da sabedoria, diz que “a morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18:21).

Quando conversamos com outra pessoa, há seis mensagens que podem ser transmitidas:

O que você quer dizer.
O que você realmente diz.
O que a outra pessoa ouve.
O que a outra pessoa pensa que ouve.
O que a outra pessoa diz acerca do que você disse.
O que você acha que a outra pessoa disse acerca do que você disse.

Para que haja uma boa comunicação, primeiramente precisamos aprender ouvir o outro. Ouvir significa que, quando alguém está falando, você não está pensando sobre o que vai dizer quando o outro parar de falar. Pelo contrário, você está totalmente sintonizado naquilo que outra pessoa está dizendo. Ouvir vai além de dizer: “Estou ouvindo você”, e sim, afirmar: “Estou ouvindo o que você quer dizer”.  

O grande problema na comunicação é quando maridos e esposas estão excessivamente preocupados em transmitir suas idéias. Então, deixam de ouvir a outra pessoa. Para compreendermos verdadeiramente o outro precisamos ter a capacidade de nos comunicar com ela.

Para desenvolvermos uma boa comunicação no casamento é preciso observarmos algumas atitudes que trarão benefícios incalculáveis ao relacionamento conjugal.

Primeiramente, não evite o conflito usando o tratamento do silêncio. Alguns usam o “tratamento do silêncio” como forma de evitar a controvérsia; ou como arma para controlar, frustrar, ou manipular seus cônjuges; ou para descontar a sua profunda mágoa; ou ainda como escape do medo de tratar do problema à sua frente. O cônjuge que tem mais facilidade para falar deve criar um clima de aceitação e não ameaçador para que o cônjuge silencioso comece a falar e a comunicação seja restabelecida.

O casal também precisar atacar o problema, e não um ao outro. Ao invés de atacar o problema, muitos casais atacam-se mutuamente com insinuações, censuras e outros comentários “afiados” tais como citações do passado, referências a parentes do lado do seu cônjuge, referências à aparência do outro, e cenas dramáticas – alto grau de emotividade, explosões de lágrimas e ameaças – a fim de manipular a outra pessoa.

Outra atitude importante é não fugir do assunto. Precisam sempre estar atentos àquilo sobre o que estão discutindo e não fugir daquele assunto. Não devem inserir questões irrelevantes ou sem importância que apenas os levarão cada vez mais distantes de uma solução e que contribuirão para ferirem ainda mais um ao outro.

Juntar soluções às críticas é outra medida fundamental na comunicação que visa a resolução de problemas. Ao criticar seu cônjuge, juntamente com a crítica ofereça ao mesmo tempo a solução para o problema. A respeito disso, o apóstolo Paulo sabiamente instruiu: “... paremos de criticar uns aos outros. Pelo contrário, cada um de vocês resolva não fazer nada que leve o seu irmão a tropeçar ou cair em pecado” (Rm 14:13).

Maridos e mulheres precisam também se esforçar para tentar compreender, mais do que serem compreendidos. Gaste tanto tempo e esforço tentando compreender o ponto de vista do seu cônjuge quanto você gasta tentando fazê-lo compreender o seu, pois talvez haja uma razão boa e genuína para a crença, as ações e os hábitos de seu cônjuge. Além disso, cada pessoa vem de educação e ambiente familiares diferentes, de modo que, o outro traz essa educação para dentro de seu relacionamento conjugal.

Por fim, comuniquem-se diariamente com Deus por meio da oração. Orem um pelo outro em particular e, se puder, orem juntos. Todas estas excelentes ideias aqui expostas serão inúteis se o casal negligenciar a prática da oração. Isso, por uma razão bem simples: no casamento deve haver três pessoas envolvidas: Deus, o marido e a esposa.

Se houver uma queda na comunicação entre um dos membros e Deus, isso afetará a comunicação entre a pessoa e seu cônjuge. Se houver uma quebra na comunicação entre uma pessoa e seu cônjuge, isso afetará a sua comunicação com Deus. Esta é uma das razões de Pedro advertir aos maridos para que cuidem e tratem bem suas mulheres “para que não se interrompam as vossas orações” (I Pd 3:7). Portanto, precisamos trabalhar para que todos estes canais de comunicação estejam abertos o tempo todo.
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Fonte:

WRIGHT, Norman H. Comunicação: A Chave Para seu Casamento. 3. ed. São Paulo: Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, 1990.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O líder e suas motivações

Liderança não é imposição, liderança é influência. E o que mais importa na influência que um líder exerce sobre outras pessoas, é a motivação pela qual as atrai. Há líderes que exercem influência sobre outras pessoas buscando tão somente o bem-estar delas, porém, há outros que usam seu poder de influência para suprir suas próprias carências emocionais, ou seja, para suprir a necessidade doentia de sempre estar em evidência e de receber os aplausos dos homens.

Estas verdades sobre as motivações que guiam o líder cabem exatamente no ministério pastoral cristão. Pedro, o apóstolo, pensando nisso, deu três conselhos aos pastores (I Pd 5:2, 3):

1º Conselho: “... cuidem bem do rebanho que Deus lhes deu e façam isso de boa vontade, como Deus quer, e não de má vontade”. O pastor cristão deve exercer seu ministério não por uma mera obrigação imposta, mas com um coração voluntário, próprio de alguém vocacionado por Deus para cumprir essa nobre missão.

2º Conselho: “Não façam o seu trabalho para ganhar dinheiro, mas com o verdadeiro desejo de servir”. O serviço movido pelo amor a Deus e às pessoas, em contraposição ao serviço motivado pela avareza, cobiça e amor ao dinheiro. Conselho este, mais do que pertinente em nossos dias, em que tantos falsos pastores têm se alastrado pelo mundo afora, especialmente no Brasil.

3º Conselho: “Não procurem dominar os que foram entregues aos cuidados de vocês, mas sejam um exemplo para o rebanho”. O líder cristão jamais deve se relacionar com aqueles que fazem parte do rebanho de Cristo como se fossem sua “propriedade”. Maus líderes espirituais que se acham donos das pessoas sempre pecam pelo abuso de autoridade causando terrorismo religioso e violência psicológica contra os seus pobres ouvintes. Ao contrário de ser um “pequeno Hitler” ou um “pequeno Nero” no rebanho de Cristo, o verdadeiro pastor cristão se mostra como um modelo a ser seguido pelas ovelhas de Jesus.

Seguindo estes sábios conselhos, todo pastor genuinamente chamado e vocacionado por Deus encontrará o caminho das verdadeiras motivações que devem reger sua vida, relacionamentos e tomadas de decisão. Fazendo assim, conforme Pedro concluiu, “logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (I Pd 5:4).