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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Transformando lutas em vitórias

Sempre será o nosso desejo vencermos todas as lutas e adversidades que enfrentamos. Sempre queremos transformar as lutas em vitórias. E quando enfrentamos os grandes obstáculos da vida costumamos perguntar: “Por que estou passando por esta situação?”. Porém, quase ninguém se pergunta: “Para que estou passando por isto?”.

O que o apóstolo Paulo escreve em sua carta aos cristãos romanos nos ajuda entender o lado positivo e produtivo das tribulações que passamos. Ele diz que “nos gloriamos nas próprias tribulações” (Rm 5:3). Ora, humanamente, não há razão para isto, pois quem é que vai desejar qualquer tipo de problema para se gloriar nele?

Pois bem, Paulo disse isto não porque seja agradável ou prazeroso passar por tribulações, mas porque quando passamos por problemas, vivendo corretamente diante de Deus e das pessoas, certamente as adversidades produzirão algo de bom em nossas vidas. Gloriamo-nos nas nossas tribulações, não pela tribulação em si, mas por aquilo que ela vai produzir em nós, conforme Paulo escreveu: “...nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (Rm 5:3, 4).

É possível transformar as lutas em vitória nas tribulações quando cremos e confiamos em Deus, e quando desenvolvemos uma visão correta dos problemas que enfrentamos. A tribulação não pode ser vista como sinônimo de fracasso ou derrota. Devemos vê-la como uma oportunidade de crescimento pessoal e espiritual.

A grande verdade é que é justamente nos períodos de tribulações que mais oramos e ficamos mais sensíveis para ouvirmos a voz de Deus. É quando a tribulação produz em nós a perseverança.  Necessitamos perseverar justamente nas horas mais difíceis da vida. Nos momentos de enfermidade, desemprego, crises matrimoniais, familiares e emocionais, o ser humano precisa da perseverança para não ver sua vida sucumbir.

A perseverança é uma das maiores virtudes do nosso relacionamento com Deus. Não existe cristianismo, ou vida com Deus sem a perseverança. Os grandes homens e mulheres de Deus foram grandes porque perseveraram na tribulação. Necessitamos de perseverança na oração, na obediência a Deus, na busca de nossos sonhos e planos, e na luta contra o pecado. 

A perseverança por sua vez, produzirá em nós experiência. Experiência com Deus não se adquire pelo tempo vivido dentro de uma igreja. Adquire-se experiência à medida que, nas tribulações somos perseverantes na fé e na obediência a Deus. Como consequência, Deus nos faz provar experiências com Ele, com seu agir, poder e amor. Experiências que transformam o coração, a mente, que nos melhoram como pessoas e que anunciam ao mundo que Jesus está vivo e operante em nossa vida.

A experiência produzirá em nós a esperança. As experiências obtidas com Deus farão com que sempre tenhamos esperança em Deus. Desse modo, estaremos certos que quando enfrentarmos outra tribulação, perseverando, o Senhor nos dará outras experiências com Ele. As experiências com Deus nos fazem crescer, amadurecer, enfim, a termos a esperança em Deus, sempre.    

Vivemos em um mundo sem esperança. E ninguém tem a esperança que somente os crentes em Jesus possuem. Os ateus não têm nenhuma esperança. Acreditam que são apenas um “amontoado” de células e moléculas fadados à morte. Somente isso... Porém, nós que cremos em Jesus, temos a promessa deixada por Ele: “...Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente” (Jo 11:25, 26). Essa é a nossa esperança! Por esta razão que, além de gloriarmo-nos nas próprias tribulações, Paulo também escreveu que “gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:2).  

Devemos sempre nos lembrar de que a tribulação na vida do cristão jamais será para sua derrota ou vergonha, pois sempre produzirá perseverança, que produzirá experiência, que produzirá esperança. Recordando ainda as palavras de Paulo nessa mesma carta aos cristãos de Roma: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8:35-37).

A Deus seja a glória!

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