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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Os perseguidos por causa de Jesus

Falar em perseguição contra cristãos no Brasil parece algo distante de nossa realidade. Porém, os primeiros missionários cristãos evangélicos que chegaram ao Brasil a partir da segunda metade da década de 1800 sofreram duras penas para implantar o evangelho nas terras tupiniquins. Os primeiros cristãos evangélicos sofreram forte perseguição e preconceito em terras brasileiras. Os crentes não tinham nem mesmo direito de enterrar seus mortos nos cemitérios públicos numa terra dominada pelo catolicismo romano.

Bem diferente do final do século XIX e do começo do século XX, hoje em dia até parece “modinha” ou “status” dizer que é evangélico. Até parece engraçado dizer isto, mas o evangélico é hoje “socialmente aceito” no Brasil. Ligue sua TV na Rede Globo e verá as figurinhas carimbadas do meio gospel se apresentado em algum programa da emissora dos Marinho (que nenhuma preocupação tem com a propagação do Reino, senão em encher os cofres da emissora).

Nos púlpitos das igrejas o tema “perseguição” parece fora de moda e até mesmo impopular. Os pregadores gostam de propagar que somos “vitoriosos com Cristo”, “ressuscitados com Cristo”, “herdeiros com Cristo”, mas não têm muita coragem de dizer que também somos “co-participantes dos sofrimentos de Cristo” conforme escreveu Pedro, o apóstolo (I Pd 4:13). Seguir a Cristo envolve também o sofrimento de sermos perseguidos por causa de nossa fé.

Mas existe perseguição contra a fé cristã em nosso contexto social? Sim, existe perseguição. Geralmente nada de violência física, morte ou derramamento de sangue. É uma perseguição psicológica que ocorre através do preconceito, da rejeição e das brincadeiras de mau gosto que o novo convertido sofre por parte de parentes e amigos. Ainda assim estamos num paraíso. Vivemos em um país cuja Constituição Federal nos assegura liberdade religiosa, de culto e de expressão de idéias.

Situação bem diferente vive nossos irmãos que residem em países de minoria cristã. As agências missionárias apontam que centenas e centenas de cristãos morrem assassinados todos os dias por causa de sua fé em Cristo em países onde são proibidas a pregação do evangelho e a conversão ao Cristianismo.

Curiosamente, Jesus afirmou que são felizes os que são perseguidos por causa dele e da justiça de Deus: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mt 10:11). Podemos nos alegrar quando somos perseguidos por causa de Jesus devido à promessa que Ele faz aos que sofrem tal perseguição: “Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês...” (Mt 5:12).

Precisamos ainda nos atentar para os motivos da perseguição. Jesus afirmou primeiramente: “Por causa da justiça”. Não se refere à justiça humana, mas a justiça de Deus, a do Evangelho de Cristo, a justiça que procede da fé em Cristo que nos garante a salvação. Ninguém se engane! Não há crédito em ser perseguido por causa da nossa estupidez ou pecado. Pedro sobre isto escreveu: “Se algum de vocês tiver de sofrer, que não seja por ser assassino, ladrão, criminoso ou por se meter na vida dos outros. Mas, se alguém sofrer por ser cristão, não fique envergonhado, mas agradeça a Deus o fato de ser chamado por esse nome” (I Pd 4:15, 16).

Posteriormente, Jesus aponta a segunda causa da perseguição: “Por minha causa”. Ora, assim como Jesus foi perseguido, Ele alertou que nós, os seus discípulos, também o seremos. E quanto isto acontecer, estejamos certos e seguros que, para nós, “uma grande recompensa está guardada no céu” (Mt 5:12).

A Deus seja a glória!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quem são os verdadeiros pacificadores

Conta certa história que dois amigos viajavam pelo deserto e, em um determinado ponto da viagem, começaram a discutir tanto que um acabou dando um soco no rosto do outro. O que foi agredido, sem nada dizer, escreveu na areia: “HOJE, MEU MELHOR AMIGO DEU-ME UM SOCO NO ROSTO”.

Mesmo ressentidos, seguiram viagem juntos e chegaram a um oásis. Enquanto se banhava num dos poços, o que havia levado o soco começou a se afogar, mas foi salvo pelo amigo. Ao se recuperar pegou um estilete e escreveu numa pedra: “HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA!”.

Aprendemos com esta pequena história que quando um amigo nos ofende, devemos escrever a ofensa na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarrega de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, deveremos gravar o bem realizado em nosso favor na pedra da memória do coração, onde vento nenhum poderá apagar.

Bom seria se assim procedesse a maioria das pessoas. Porém, vivemos numa sociedade competitiva onde os homens são gananciosos, egoístas e vingativos. Esta é a razão de vermos em nossa volta tantas discórdias, brigas, violência e guerras entre os homens e as nações.

É por este motivo que os pacificadores se distinguem em nosso mundo. Jesus falando sobre eles disse: “Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5:9).

Os pacificadores são os que trabalham pela paz. São os que promovem ativamente a paz e procuram estabelecer a harmonia entre os inimigos. Paulo em sua carta aos cristãos de Éfeso escreveu sobre a paz que devemos buscar: “Abandonem toda amargura, todo ódio e toda raiva. Nada de gritarias, insultos e maldades! Pelo contrário, sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês” (Ef 4:31, 32).

O mesmo Paulo, em outra carta, agora para os cristãos da Galácia, demonstra quão importante é para nossos relacionamentos o sermos pacificadores: “... a lei inteira se resume em um mandamento só: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo’. Mas, se vocês agem como animais selvagens, ferindo e prejudicando uns aos outros, então cuidado para não acabarem se matando!” (Gl 5:14, 15).

Ser pacificador é o que se requer de um filho de Deus. O apóstolo João afirma que os que receberam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, Deus, o Pai “... deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1:12, 13).

E porque nos tornamos filhos de Deus mediante a fé em Jesus, fomos justificados por Ele (perdoados foram os nossos pecados), e agora, temos paz com Deus, que é a fonte de toda paz: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1).

A Deus seja a glória!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cuide do seu coração... o físico e o espiritual

Hoje em dia há uma preocupação muito grande pelos profissionais da área da saúde com os cuidados que devem ser tomados com o coração. Não é para menos, pois milhares de pessoas morrem todos os anos vítimas das doenças coronarianas. Uma dieta alimentar saudável e atividades físicas regulares são algumas das receitas para manter o coração sempre saudável. Porém, não deveríamos nos preocupar somente com este coração físico, este músculo que bombeia o sangue para todo o nosso corpo. Devemos também estar atentos com os cuidados para com o nosso coração espiritual. A Bíblia diz chama de “coração” o âmago das nossas vontades, desejos, sentimentos e emoções.

As Escrituras ensinam que devemos amar a Deus “de todo o nosso coração”. Jesus ensina que onde estiver o nosso tesouro, isto é, aquilo que mais valorizamos, ali estará o nosso coração. O coração é a fonte de todas as nossas ações, palavras e pensamentos. Provérbios o livro da sabedoria aconselha: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4:23). Jesus também ensinou essa verdade quando disse: “... o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmia. São estas coisas que contaminam o homem...” (Mt 15:18-20).

Desse modo, exteriorizamos através de nossas atitudes aquilo que de bom ou de ruim habita em nosso coração. Se for inveja, orgulho, ciúmes, ódio ou rancor que habita no coração, é desta maneira que vamos lidar com os outros. Se for amor, humildade, perdão, misericórdia e paz, então, são com estas virtudes que vamos tratar as outras pessoas.

É por esta razão que Jesus asseverou: “Bem-aventurados os limpos de coração...” (Mt 5:8). Ser limpo de coração significa ter um coração espiritualmente íntegro, não dividido entre Deus e os princípios e valores que Ele condena. Significa também um coração sincero, transparente, sem falsidade e hipocrisia, como aquele coração que Davi pediu a Deus em oração: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Sl 51:10).

Jesus fez uma promessa para aqueles que são limpos de coração. Promete que estes “... verão a Deus”. Esta promessa se cumpre de duas maneiras. A primeira, imediatamente, quando a pessoa restaura seu relacionamento com Deus por meio de sua fé e vida com Jesus. O apóstolo Paulo em sua carta aos cristãos da cidade de Éfeso escreveu sobre isto: “Peço que Deus abra a mente de vocês para que vejam a luz dele e conheçam a esperança para a qual ele os chamou” (Ef 1:18).

Em segundo lugar, veremos a Deus quando Jesus voltar para buscar o seu povo, isto é, a sua igreja, conforme escreveu o apóstolo João: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (I Jo 3:2,3).

A Deus, e somente a Ele, seja a glória!