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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Depois da adversidade...

Na década de 80, Hollywood lançou o filme intitulado “O Dia Seguinte” que conta a história de como uma família norte-americana sobrevive após o desencadeamento de uma guerra nuclear de proporção mundial. Ao pensarmos num enredo como este nos colocamos a perguntar: Como sobreviver numa terra devastada por explosões nucleares? Como deve ser o dia seguinte a uma catástrofe como esta?

Graças a Deus, nunca presenciamos ou experimentamos os efeitos de uma bomba nuclear, mas com certeza todos nós já enfrentamos adversidades tamanhas, que após tê-las enfrentado, as vencido ou as superado, perguntamos no dia seguinte: e agora? Como devemos proceder em nossa vida após enfrentarmos grandes lutas que deixam marcas em nossa alma, mente e coração? Muitas pessoas têm enfrentado adversidades tamanhas tais como luto na família, parentes brutalmente mortos, doenças que vaticinaram a morte, traições sofridas, abandono do cônjuge, decepções amorosas, crises financeiras que abalam a vida familiar... Quantas dores... Quantos sofrimentos... Mas a vida continua... E precisamos continuar vivendo.

E na continuação da vida que segue, temos duas escolhas: Explodir junto com a bomba que atingiu a nossa vida... Ou levantarmo-nos das cinzas olhando para Cristo e corajosamente continuar na jornada que Deus tem para nós, caminhando firmes em direção à vontade de Deus. Com a ajuda de Deus e tomando as atitudes certas podemos enfrentar o dia seguinte aos bombardeios que tentam destruir a nossa vida.

A história da reconstrução dos muros de Jerusalém sob a liderança de Neemias é um exemplo disto. O livro bíblico de Neemias conta a história de como Neemias conquistou um grande sonho, um objetivo de extrema importância para ele e para o seu povo: a reconstrução dos muros e dos portões de Jerusalém. Mas por que os muros de Jerusalém precisavam ser reconstruídos? Por que as portas da cidade precisavam ser reparadas? Porque a cerca de 140 anos antes, a cidade havia sido invadida e cruelmente destruída pelos Babilônicos. Os muros foram derrubados e o templo profanado e destruído. Pessoas foram brutalmente mortas e quase todo o povo foi levado cativo para a Babilônia.

Deus permitiu que isto acontecesse para disciplinar o povo de Judá que estava pecando contra o Senhor Deus. Após 140 anos, o povo arrependido e convertido a Deus, volta da Pérsia sob a liderança de Neemias para reconstruírem os muros e as portas de Jerusalém. Aquela geração de judeus que veio com Neemias havia nascido na Pérsia, sob a condição de escravos e subalternos dos persas. E quando terminaram de reconstruir os muros, após também toda oposição que sofreram dos samaritanos, aquele momento era o “dia seguinte” deles. Como deveriam proceder após mais de cem anos vivendo em terra estranha e recomeçar suas vidas na terra que Deus havia prometido aos seus pais?

Estas são as perguntas que muitos estão fazendo para si mesmos: Como retomar a vida após uma grande tempestade? Como sobreviver no dia seguinte à dor, ao sofrimento, à perda e à humilhação? Os passos seguintes à reconstrução dos muros de Jerusalém nos servem de exemplo das atitudes que devemos tomar após enfrentarmos e superarmos grandes adversidades.

Neemias escreve sua primeira atitude: “Agora as muralhas estavam reconstruídas, e os portões estavam todos colocados nos seus lugares. Foi marcado o trabalho dos guardas do Templo, dos cantores e dos levitas” (Ne 7:1). O resultado foi imediato: “... Todo o povo de Judá estava contente com o serviço dos sacerdotes e dos levitas porque eles haviam realizado as cerimônias de purificação e as outras cerimônias que Deus havia mandado. Os músicos do Templo e os guardas do Templo também cumpriam os seus deveres de acordo com os regulamentos feitos pelo rei Davi e pelo seu filho Salomão” (Ne 12:44c-45).

Conforme descrito acima, a primeira coisa que Neemias e os judeus fizeram foi cuidar do Templo de Deus e de zelar pela vida espiritual de todos, após a grande adversidade que enfrentaram. Nos dias de Neemias Deus tinha um templo em Jerusalém que era o lugar onde Ele manifestava sua glória representando o lugar de habitação do Senhor junto com o seu povo. Hoje, nós somos o templo de Deus, o templo do Espírito Santo, a morada do Senhor. Devemos santificar todo o nosso ser a Deus: corpo, alma e espírito, pois somos templos do seu Espírito. Desse modo, a primeira coisa que devemos fazer após uma batalha é zelar pela nossa comunhão ou relacionamento com Deus.

Os jogadores de futebol após uma dura e difícil temporada, quando terminam os campeonatos, naturalmente entram num processo de relaxamento. Quando chegam as férias diminuem a carga de exercícios e a preparação física é deixada de lado. O resultado desse relaxamento no início da temporada seguinte é os atletas estarem em “marcha lenta”, não rendendo o máximo que podem dar de si.

Assim são os períodos de grandes lutas ou experiências traumatizantes que enfrentamos: durante estes momentos difíceis, intensificamos nossa vida de oração, buscamos mais a Deus... Mas quando as adversidades passam, alguns perdem a concentração e entram num processo de relaxamento espiritual. Cansados emocionalmente, já não buscam a Deus com tanta intensidade e zelo... Não podemos permitir que isto ocorra conosco. Após grandes adversidades, no dia seguinte, precisamos continuar buscando a Deus, a sua presença, estando perto dele, santificando a Ele a nossa vida. A estreita comunhão com Deus nos ajudará a recomeçar a vida após uma grande adversidade vivida.

Neemias descreve também sua segunda atitude: “Para governar a cidade de Jerusalém, eu coloquei dois homens: o meu irmão Hanani e Hananias, o oficial comandante da fortaleza. Hananias era um homem fiel e temia a Deus mais do que qualquer outro” (Ne 7:2). Neemias delegou responsabilidade a Hananias que era fiel e temente a Deus. Em outras palavras Hananias possuía integridade de caráter. Neemias após o grande desafio e luta que enfrentou não se isolou, não ficou sozinho. Ele cercou-se de homens fieis e tementes a Deus.

Não podemos fazer tudo sozinhos e não podemos ficar sozinhos após uma grande batalha. Precisamos dos outros. Mas não de qualquer “outro”. Precisamos daqueles que são “fieis e tementes a Deus” para receber deles aconselhamento, oração, apoio e amizade. Provérbios, o livro da sabedoria nos ensina: “O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv 18:1).

A vigilância constante foi a terceira providência de Neemias: “Eu disse aos dois que só mandassem abrir os portões de Jerusalém quando o sol começasse a esquentar. E que mandassem fechar e trancar os portões antes que os guardas deixassem o serviço, na hora do pôr-do-sol. Também ordenei que escolhessem guardas entre o povo que morava em Jerusalém. Alguns deles deviam ficar de guarda em certos lugares, e os outros deviam tomar conta da área em frente das suas próprias casas” (Ne 7:3).

Após a adversidade e a subseqüente vitória, Neemias continuou vigiando. Vigiou durante a luta, e continuou vigiando após a vitória. Não perdeu sua concentração. Não mudou o rumo do seu coração. Do mesmo modo devemos proceder após as grandes adversidades. Jamais devemos nos esquecer da recomendação do nosso amado Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).

Outra atitude (e a última listada nesta mensagem, não que seja a menos importante) de Neemias foi de, através de Esdras, anunciar a Lei de Deus para o povo de Judá: “E ali, na praça em frente ao portão, Esdras leu a Lei para o povo, desde o nascer do sol até o meio-dia. E todos ouviram com atenção” (Ne 8:3). Depois do sofrido propósito conquistado o povo foi esclarecido e fortalecido na Palavra de Deus.

As lutas da vida causam um efeito positivo em algumas pessoas: se tornam mais disciplinados em ouvir, ler e buscar a Palavra de Deus; se esforçam mais em obedecer aos mandamentos de Jesus. Mas depois de uma conquista ou da cessação da adversidade, não buscam mais a Palavra de Deus com o esmero e dedicação de antes. O perigo disto é o enfraquecimento espiritual, pois não podemos viver distantes da Palavra de Deus.

Batalhas e lutas deixam suas feridas... Após grandes lutas enfrentadas precisamos ainda mais nos apegar à Palavra de Deus, pois é através dela que Deus nos fortalecerá e nos nutrirá com saúde espiritual a nossa alma e coração. Por isso Davi canta com tanta convicção a respeito da Palavra de Deus no Salmo 19:7 e 8: “A lei do SENHOR é perfeita e nos dá novas forças. Os seus conselhos merecem confiança e dão sabedoria às pessoas simples. Os ensinos do SENHOR são certos e alegram o coração. Os seus ensinamentos são claros e iluminam a nossa mente” (Sl 19:7, 8).

Na conclusão desta linda história de Neemias e de seu povo ocorreram os seguintes acontecimentos: “Quando ouviram a leitura da Lei, eles ficaram tão comovidos, que começaram a chorar. Então Neemias, o governador, e Esdras, o sacerdote e mestre da Lei, e os levitas que estavam ali explicando a Lei disseram a todo o povo: – Este dia é sagrado para o Senhor, nosso Deus, e por isso vocês não devem se lamentar nem chorar. Vão agora para casa e façam uma festa. Repartam a sua comida e o seu vinho com quem não tiver nada preparado. Este dia é sagrado para o nosso Deus; portanto, não fiquem tristes. A alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem fortes. Os levitas foram pelo meio do povo, acalmando-os e dizendo que não ficassem tristes num dia tão santo. Então todos foram para casa, e comeram, e beberam alegremente. E o que eles tinham repartiram com os outros porque entenderam o que havia sido lido para eles” (Ne 8:9-12).

Este pode ser também o final de sua história, após ter enfrentado grandes adversidades. O seu “dia seguinte” pode ser um dia de festa, de alegria e de compartilhar de suas vitórias com os que precisam do você. Creia nisto!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Como prosperar financeiramente

Os problemas financeiros têm sido um dos maiores causadores de distúrbios conjugais e familiares. Isso acontece porque as pessoas têm uma perspectiva errada da vida e do próprio dinheiro. O modo errado de ver a vida acarretará um modo errado de viver. O que fazer então para termos uma vida financeira sólida e equilibrada? É preciso em primeiro lugar ter uma perspectiva correta da vida, isto é, devemos vê-la como Deus a vê.
Primeiramente, devemos entender que existe a parte de Deus em nossas finanças. Deus é proprietário de tudo que existe no mundo, inclusive daquilo que chamamos de “nosso” (Sl 24:1). Além disso, Jesus prometeu suprir todas as nossas necessidades (Lc 12:31). Deus pode prometer isso porque Ele é dono de tudo. Porém, Jesus ensina que o cumprimento dessa provisão de Deus tem uma condição: o Reino de Deus ser colocado em primeiro lugar em nossa vida. Isto significa a nossa parte. A prosperidade financeira não é o resultado de um ato isolado, mas é o resultado de uma somatória de atitudes que praticamos ao longo da nossa vida.
A nossa parte envolve primeiramente fugir das dívidas. Milhares de pessoas estão com suas vidas destruídas por causa das dívidas. Hoje em dia o mercado financeiro facilita o endividamento oferecendo créditos de todo tipo a juros altíssimos. Muitos são péssimos administradores do próprio dinheiro. Precisam urgentemente aprender a fazer um orçamento mensal e um planejamento de gastos, a fim de terem controle sobre o dinheiro que recebem e gastam. Ao contrário, nunca saberão para onde está indo seu dinheiro.

Em seguida, é preciso pedir conselho. Provérbios, o livro da sabedoria, diz que “o tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos” (Pv 12:15). Muitos, achando-se auto-suficientes, dão passos errados na vida porque não buscam conselhos de Deus e de pessoas sábias.

Outra atitude indispensável é a honestidade. Deus, categoricamente ordena em sua Palavra: “Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo” (Lv 19:11). Também é claro ao afirmar que não há prosperidade financeira onde há desonestidade: “A riqueza que é ganha desonestamente acaba logo e é uma armadilha mortal” (Pv 21:6). Por outro lado, Deus tem promessas para a pessoa honesta: “Na casa do homem direito há muita prosperidade...” (Pv 15:6).

O trabalho é outra atitude necessária para o sucesso financeiro. Não há como alguém prosperar financeiramente se não gosta de trabalhar: “Preguiçoso, aprenda uma lição com as formigas! ... enquanto ele dorme, a pobreza o atacará como um ladrão armado” (Pv 6:6,11). Somente aqueles que trabalham arduamente podem prosperar financeiramente: “O preguiçoso não consegue o que deseja, mas o homem trabalhador ficará rico” (Pv 12:27).

Outra ação é o investimento: seja sempre um poupador! Nossa cultura capitalista não preza pelo investimento. As pessoas mais fazem dívidas do que investimento. Mais gastam do que guardam. Por isso, a maioria das pessoas está a poucas semanas da falência. Para sermos investidores ou poupadores é necessário que sejamos diligentes, perseverantes no ato de poupar. A Bíblia nos ensina: “Quem planeja com cuidado tem fartura, mas o apressado acaba passando necessidade” (Pv 21:5).

Em último lugar, devemos aprender a contribuição à Deus. Dizimar e ofertar a Deus é um mandamento dele em sua Palavra (Ml 3:10, Mt 23:23). Desse modo, o ato de dizimar e ofertar são essencialmente espirituais. Nos dias antigos de Israel a obra de Deus ficou paralisada e o povo passou a sofrer crises financeiras porque os israelitas deixaram de dizimar e ofertar ao Senhor (Ag 1:9, 10). Todavia, quando dizimamos e ofertamos com fidelidade, generosidade e alegria somos abençoados materialmente pelo Senhor Deus (Pv 3:9, 10).

Portanto, a prosperidade financeira é resultado da somatória de todas estas ações. Tais atitudes são a nossa responsabilidade. Se fizermos a nossa parte, Deus fará a dele. Nenhuma dessas ações podem ser descartadas. Somente assim as nossas finanças serão equilibradas e abençoadas por Deus.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ajuda e consolo na tribulação

Quando sofremos as dores das aflições da vida somos tentados a achar que Deus não está conosco, que Ele se esqueceu de nós ou que não está mais ouvindo nossas orações. Todavia, quando vemos tudo o que o Novo Testamento fala a respeito de Jesus vemos que as indagações de nosso coração não são verdadeiras.

Jesus Cristo quando esteve nesta terra sofreu as dores que hoje sentimos em nossa jornada neste mundo. No momento de maior angústia de sua vida até então, Jesus sofreu as mais variadas dores.

Primeiramente, Jesus enquanto orava no monte das Oliveiras momentos antes de ser traído e entregue nas mãos de seus algozes, suplicou ao Pai ao antever o sofrimento da cruz: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua” (Lc 22:42). Em sua humanidade Jesus temeu as dores que iria sofrer na crucificação que o aguardava. Mas como Deus, sabia que não podia recuar, e, por amor de todos, em meio a dores físicas lancinantes, cumpriu sua missão até o fim.

Sua agonia era tão grande que naquele momento confessou aos seus discípulos: “A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26:38). E Lucas em sua narrativa diz que Jesus “estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lc 22:44).

Jesus também anteviu a dor espiritual que sofreria por carregar sobre si os pecados de todos nós na cruz. Este tamanho sacrifício lhe custaria uma breve perda dos cuidados do Pai, pois Deus não pode compactuar com o pecado. Por esta razão, em cumprimento ao Salmo 22:1, Mateus relata este momento da crucificação: “Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: — ‘Eli, Eli, lemá sabactani?’. Essas palavras querem dizer: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’” (Mt 27:46).

A dor da solidão foi outra dor sofrida por Jesus. Enquanto orava ao Pai no monte das Oliveiras horas antes de ser crucificado, não pôde contar com a companhia de Pedro, Tiago e João que ficaram dormindo ao invés de orarem com o Senhor. Ao vê-los dormindo quando deveriam orar, Jesus perguntou a eles: “Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora?” (Mt 26:40). Após Jesus ter sido preso, Mateus relata que “então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram” (Mt 26:56). Que dor Jesus deve ter sentido por ver seus amigos tão distantes quando mais precisava deles...

Por fim, Jesus sofreu uma das dores mais difíceis que alguém pode sofrer: a dor da traição. Somente alguém que já sofreu a dor da traição sabe o quanto dói o coração. O pior é que a traição nunca poderá vir dos nossos inimigos, pois não há como um inimigo nos trair. Quem nos trai são os amigos. São aqueles que convivem conosco mais proximamente. Isto torna tão dolorosa a traição. Assim foi com Jesus... Traído pelo seu discípulo – ou ex-discípulo! – Judas. Este vendeu Jesus por míseras trinta moedas de prata. Quando chegou para trair o seu Mestre, Jesus humildemente disse para ele: “Amigo, para que vieste?” (Mt 26:50).

Em meio a tanta dor e expectativa de coisas piores, Jesus enquanto orava a Deus no monte das Oliveiras, foi consolado pelo Pai. O evangelista Lucas descreve este acontecimento: “Então, lhe apareceu um anjo do céu que o confortava” (Lc 22:43).

Hoje, Jesus, ressuscitado dentre os mortos, estando no céu à direita do Trono de Deus, oferece sua consolação e ajuda a todos que enfrentam fraquezas e aflições. Jesus compreende nossas dores, pois não há nada que possamos sofrer que Ele não tenha sofrido também. Por isto se compadece de nós em nossas fraquezas e vem nos socorrer quando humildemente o buscamos de todo o nosso coração.

Por este motivo, o autor da carta aos Hebreus escreveu: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:14-16).

O Senhor que sofreu por nós, em nosso lugar, agora se compadece daqueles que lhes pertence, intercedendo por nós junto ao Pai, defendendo nossas causas e perdoando nossos pecados.

A Deus, seja a glória!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Por que catástrofes acontecem?

Nesses últimos dias a maior catástrofe natural da história recente do Brasil deixou perplexa toda a nação. Inundações e soterramentos que ocorreram no mês passado no Estado do Rio de Janeiro podem ter deixado mais de mil mortos se contabilizarmos o número de desaparecidos vítimas do maior desastre natural que os brasileiros já presenciaram. Os que sobreviveram perderam tudo o que possuíam e famílias inteiras foram destruídas. Quando catástrofes dessa dimensão acontecem uma pergunta que muitos fazem, alguns abertamente, outros apenas no íntimo, é: “Por que catástrofes acontecem? Por que Deus permitiu? Onde estava Deus no momento da tragédia?”.

Estes questionamentos são normais ao ser humano, pois é próprio do homem buscar respostas para aquilo que tememos e nos causam dor. Por trás destas inquirições do coração não estão somente a dúvida, mas também a revolta infundada contra um Deus que, por ser Onipotente, Onipresente e Onisciente, espera-se dele o livramento total de todos os males que podem atingir as pessoas. Mas será que Deus pode ou deve ser responsabilizado pelas tragédias humanas? Acredito piamente que não, por dois motivos principais.

Primeiramente, por causa do caráter de Deus. O Deus Criador é um Deus amoroso e perfeitamente bom. Este Deus é também um Deus justo em todas as suas ações e palavras. A justiça divina nos leva então ao segundo motivo pelo qual não se deve responsabilizar Deus pelas tragédias sofridas pelos homens. Desde os primeiros dias da catástrofe que atingiu o Rio de Janeiro tem-se debatido em vários veículos de comunicação as causas da tragédia sofrida pelos cariocas e de outras tragédias semelhantes ocorridas no passado recente em diversos Estados brasileiros. A conclusão dos especialistas é unânime: as causas dessas catástrofes são em decorrência da destruidora ação humana na natureza e da teimosia de populações que insistem em ocupar áreas de risco às vistas grossas das autoridades que nada fazem para impedir tal ocupação. Sem falar da “cultura do lixo” do brasileiro que tem o mau hábito de jogar todo tipo de lixo nas ruas da cidade, nos rios e nas áreas verdes.

Más ações como estas degradam o meio ambiente e promovem grandes enchentes em dias de chuva. Portanto, a irresponsabilidade humana não pode ser transferida para Deus. O Criador deu ao homem a responsabilidade de cuidar da terra que Ele mesmo criou. Porém, como sabemos, o homem tem falhado em sua missão destruindo a natureza, tanto em nome do progresso quanto em nome da pobreza, quando não pela ignorância ou pela alienação e irresponsabilidade social. Portanto, chegamos à conclusão que o homem e somente o homem é o responsável pelas suas próprias tragédias.

Cabe agora às autoridades tomarem as devidas providências e as pessoas se conscientizarem de suas responsabilidades a fim de que catástrofes como estas que nos espantaram neste início de ano nunca mais voltem ocorrer. Quanto às vítimas dos desastres naturais do Rio Janeiro a elas nossas orações e toda ajuda humanitária que possamos enviar. Que Deus as abençoe e as ajude a recomeçarem suas vidas. Que não percam suas esperanças e fé em Deus. Um Deus bom, amoroso e justo que enviou seu Filho Jesus por amor de todos nós.