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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Jesus nos dá pastores... limitados e imperfeitos...

Se as famílias dão à igreja de Cristo as crianças, os adolescentes, os jovens e os casais, é o próprio Jesus que, por sua vez, concede os pastores à sua igreja. Paulo diz claramente que Jesus “... concedeu (à Igreja) uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres” (Ef 4:11).

Bíblica e teologicamente falando, os pastores são os homens (sim, os crentes do sexo masculino) divinamente chamados, vocacionados e levantados por Jesus para pastorearem o seu rebanho. Paulo diz em sua carta aos efésios (4:11-16) que os pastores são colocados por Jesus em sua Igreja para o cumprimento de vários propósitos: o crescimento espiritual do rebanho; proteção contra falsos pastores e falsas doutrinas; desenvolvimento ministerial de cada cristão; cooperação entre os membros da igreja.

Portanto, não é qualquer um que pode ser um pastor na Igreja de Cristo. Além da chamada divina, é necessário que o candidato ao pastorado satisfaça todas as qualificações exigidas por Deus no Novo Testamento (I Tm 3:1-7; Tt 1:5-9). Caso contrário, estará desqualificado para exercer tão nobre ofício.

Porém, mesmo os chamados por Deus e qualificados para o pastorado, são homens imperfeitos, sujeitos a falhas e erros. Quem espera perfeição de seus pastores está redondamente equivocado. Tem gente que vai mais além: cobram também perfeição da esposa do pastor e de seus filhos. Isto é uma violência psicológica e um terrorismo religioso contra o pastor e sua família. Conheço pastores e famílias machucados, feridos por causa de cobranças injustas e desumanas. Por isso, há pastores que enfrentaram o divórcio e perderam seus filhos para o mundo sem Deus.

O pastor não é um super-homem, não é um ser “mítico” (embora alguns pastores gostem de se apresentar dessa forma – nesse caso, coitado deles e das pessoas que lideram!). O pastor, embora seja uma autoridade espiritual, é um ser humano como outro qualquer que possui limitações físicas, emocionais e espirituais.

O pastor se cansa, se fadiga. Por isso, precisa descansar. O pastor chora, se entristece, se angustia, sente medo, fica irado algumas vezes... O pastor depende de Deus, de sua graça, amor e poder... Por isso, precisa orar, se santificar, ler a Bíblia como qualquer outro crente...

O pastor não é “onipotente” e “onipresente”. Estes são atributos exclusivos de Deus. Não está nas mãos do pastor resolver todos os problemas das ovelhas que Jesus confiou a ele. O pastor não tem esta capacidade, pois ela é exclusiva de Deus. O pastor também não é “onisciente”. A onisciência é uma prerrogativa somente do Senhor Deus. O pastor não tem todas as respostas para todas as dúvidas das pessoas, pois possui limitações intelectuais e espirituais como qualquer outro.

Dias atrás um amigo me mandou um e-mail contendo os dez mandamentos para o pastor cristão (infelizmente, sem citação do autor). Quero compartilhar quatro desses mandamentos com vocês:
Não amarás mais sua igreja do que sua família. Infelizmente encontramos pastores que canalizam mais o seu amor e atenção à igreja, esquecendo-se de sua família.

 
Nunca deixe de tirar férias com sua família. Tem pastor que se orgulha em dizer para a igreja que há anos não tira férias com a família. É um coitado, ele e a família...

 
Mostre sempre para a igreja que você também é marido e pai. A igreja precisa entender de que como marido e pai o pastor não vai ter condições de participar de todos os cultos e reuniões da igreja. O pastor precisa ter coragem para dizer à sua igreja que num determinado sábado sairá para jantar com sua esposa.

 
Jamais passe para a igreja que você tem um casamento e uma família perfeita.


Termino com dois conselhos de Deus. Primeiro, para os cristãos em geral: "Obedeçam aos seus líderes (pastores) e sigam as suas ordens, pois eles cuidam sempre das necessidades espirituais de vocês porque sabem que vão prestar contas disso a Deus. Se vocês obedecerem, eles farão o trabalho com alegria; mas, se vocês não obedecerem, eles trabalharão com tristeza, e isso não ajudará vocês em nada" (Hb 13:17).

O segundo conselho é o dado por Pedro aos pastores: “Aconselho que cuidem bem do rebanho que Deus lhes deu e façam isso de boa vontade, como Deus quer, e não de má vontade. Não façam o seu trabalho para ganhar dinheiro, mas com o verdadeiro desejo de servir. Não procurem dominar os que foram entregues aos cuidados de vocês, mas sejam um exemplo para o rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória” (I Pd 5:2-4).

Pela fé e esperança em Cristo, o meu Sumo Pastor, aguardo esse dia chegar...

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