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domingo, 18 de setembro de 2011

Amigos constroem pontes, não cercas

Como são importantes os amigos! Imagine sua vida sem eles e chegará à conclusão o qual difícil seria não tê-los ao seu lado. Principalmente nas horas difíceis. Esta é a razão de Provérbios, o livro bíblico da sabedoria afirmar que “em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17:17). Em outras palavras, o verdadeiro amigo é aquele que quando enfrentamos os mais duros golpes da vida, ele está junto de nós, se tornando como um irmão nosso.

Porém, tem muita gente frustrada com as amizades, pois sofreram grandes decepções com aqueles que eram considerados seus “melhores amigos”. Ora, quem nunca se decepcionou com os melhores amigos? Quem nunca confidenciou algo para um amigo que traiu nossa confiança porque falou para outras pessoas as coisas mais íntimas do nosso coração?

A verdade é que somente os amigos podem nos trair. Não há como os inimigos nos traírem, pois a traição somente vem daqueles que foram amigos um dia. Jesus sofreu isso na própria pele. Judas Iscariotes, escolhido por Jesus para ser um dos apóstolos, traiu levianamente o seu Mestre o vendendo por trinta moedas de prata. Quando Judas chegou com as autoridades judaicas para prender Jesus, o Senhor disse para ele: “Amigo, para que vieste?” (Mt 26:50). Judas, dessa maneira, ficou estigmatizado para sempre como traidor. Você conhece alguém que recebeu o nome de Judas quando nasceu? Certamente não, pois o nome “Judas” – que curiosamente significa “festejado” ou “louvor” – infelizmente se tornou sinônimo de traidor por causa da atitude de Judas Iscariotes.

Mas note bem como Jesus se dirigiu a Judas no momento da traição: Jesus o chamou de “amigo”. Era exatamente isto que Judas era em relação a Jesus: seu amigo. Somente os amigos traem. Quando isto acontece nos sentimos péssimos, arrasados e decepcionados. Alguns que são traídos por amigos resolvem, em razão disto, não ter mais amigos, a não confiar mais em ninguém. O coração ferido e traumatizado impede de estabelecer novas amizades. Então, fecha-se dentro de si e não dá abertura e acolhimento para relacionamentos significativos.

Jesus tinha tudo para agir assim daquela maneira, pois além de Judas, os seus outros amigos mais chegados também “pisaram na bola” com ele. Pedro o negou por três vezes dizendo para alguns que não conhecia a Jesus, enquanto seu Mestre preso era humilhado pelos seus algozes. Os demais apóstolos, excetuando João, fugiram enquanto Jesus agonizava na cruz. Todavia, ao invés de fechar o seu coração para seus amigos que falharam com ele no momento mais difícil de sua vida aqui na terra, Jesus continuou sendo amigo deles. Pois assim agem os verdadeiros amigos: sempre dão mais uma chance aos seus amigos de acertarem da próxima vez.

Jesus continuou humildemente sendo amigo de seus amigos. Após a sua ressurreição, em uma de suas aparições aos seus discípulos, Jesus chegou logo dizendo: “Que a paz esteja com vocês!” (Jo 20:21). Sim, paz e não guerra. Paz e não inimizade. Paz e não intriga. Paz e não mágoas, rancores ou desejo de vingança. Jesus estava fazendo valer o que certa vez lhes disse: “... chamo vocês de amigos” (Jo 15:15). Amigos constroem pontes, não cercas. Cercas separam os amigos, mas pontes os unem. Jesus sabia fazer isto como ninguém. Portanto, torne-se hoje amigo de Jesus, deixe ele ser o seu melhor amigo, e a ponte que te leva a Deus. E aprenda com ele como construir pontes...

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