No relacionamento conjugal maridos e esposas fazem muitas coisas que causam profunda irritação um no outro. O homem, por exemplo, irrita sua mulher quando deixa o lavatório cheio de pelos de sua barba ou quando não para para ouvi-la por causa do jogo de futebol que está passando na TV. Já a mulher, irrita o seu homem quando deixa tufos de cabelo se acumularem no ralo do banheiro ou quando compara a inteligência e a capacidade dele com as de outro homem, por exemplo.
Porém, se elegermos aquilo que mais causa chateação, irritação, e que fere a alma e abafa o amor no casamento? Se pensarmos em apenas um comportamento inadequado – um dos piores – para cada um? Quais comportamentos elegeríamos?
Da parte das mulheres, uma das coisas que mais irrita os maridos em suas esposas é o autoritarismo e a agressividade delas. Há mulheres mandonas, “sargentonas”, que querem disputar com os maridos a liderança do lar com uma atitude agressiva, controladora e autoritária. Esta postura traz terríveis prejuízos ao relacionamento conjugal, pois cabe ao casal não competir para ver quem manda mais ou quem dá a última palavra. O espírito e atitude do casal devem ser sempre de mútua cooperação, nunca de competição.
Há dois tipos de homens que abrem caminho para a mulher que gosta de assumir o controle. O primeiro é o “acomodado folgado”. Existem homens que são acomodados e querem um casamento que não exija demasiados esforços e comprometimento. Em outras palavras, não querem assumir grandes responsabilidades no casamento. O segundo é o “submisso frustrado”. Este é emocionalmente inseguro e possui grandes dificuldades em se posicionar, em dizer o que pensa, de expor suas preferências e necessidades para a sua mulher.
Provérbios, o livro da sabedoria de Deus, fala sobre as dificuldades de se conviver com uma esposa mandona e murmuradora: “É melhor morar no deserto do que com uma mulher que vive resmungando e se queixando” (Pv 21:19). E mais: “A esposa briguenta é como um dia triste em que a chuva não pára de cair. O que é que você pode fazer para que ela fique calada? Você já procurou fazer o vento parar ou tentou pegar óleo com a mão?” (Pv 27:15, 16).
O autoritarismo da mulher a impede de cumprir o papel que Deus lhe designou: “... Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”, ou: “... alguém que o ajude como se fosse a sua outra metade” (Gn 1:8). O papel da mulher ao lado de seu homem não é de competir com ele ou exercer sobre ele autoridade, mas de ajudá-lo a liderar o lar e a família.
Da parte do homem, uma das coisas mais insuportáveis para uma mulher é a brutalidade e a grosseria do marido. As mulheres não suportam brutalidade. Por isso choram com facilidade. O que dizer então do homem que agride fisicamente uma mulher? Um homem jamais deve levantar a mão para sua esposa, não importa o que ela tenha feito. Homem que bate em mulher é o pior dos covardes. Porém, o homem agride sua mulher não somente fisicamente, mas também verbalmente e psicologicamente.
O homem age com grosseria e brutalidade para com sua mulher quando grita e fala alto com ela, quando não permite que ela abra sua boca para emitir suas opiniões, quando ridiculariza suas emoções ou suas opiniões, quando a diminui e a humilha com palavras que a depreciam, quando reclama dela na frente de outras pessoas, quando não a trata gentilmente como mulher... Como a sua mulher (trata-a como trata os amigos do futebol), e quando só pensa em dar carinho a ela quando quer sexo.
O homem também trata sua mulher com grosseria quando se torna uma pessoa truculenta, amarga, azeda, ácida e crítica: reclama de tudo o que ela faz, não ri mais das coisas engraçadas que ela diz, não repara e não elogia as mudanças que ela faz para ficar mais bonita para ele, e em casa vive de cara fechada, quieto, sem graça, batendo nervoso as portas dos quartos e dos armários.
O conselho da Palavra de Deus aos maridos é que não sejam nunca grosseiros com suas mulheres: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura”, ou: “Marido, ame a sua esposa e não seja grosseiro com ela” (Cl 3:19). Pedro é enfático ao afirmar que não são ouvidas por Deus as orações do marido que trata mal sua esposa: “... marido, na vida em comum com a esposa, reconheça que a mulher é o sexo mais fraco e que por isso deve ser tratada com respeito... Aja assim para que nada atrapalhe as orações de vocês” (I Pd 3:7).
Maridos e esposas são colocados na vida um do outro para servirem um ao outro em amor, e não para competirem entre si. Como foi dito, as mulheres não suportam a brutalidade e a grosseria de seus maridos, e os homens, por sua vez, não suportam o autoritarismo e a agressividade de suas mulheres. Estes comportamentos abafam o amor, o carinho, o respeito e o diálogo no casamento, e também ferem a alma, machucam o coração e semeiam mágoas difíceis de serem curadas.
Quem trata assim o outro não está somente ferindo o coração de seu amado ou de sua amada, mas também está ferindo o coração de Deus, pois Ele ama a família e o casamento. Tratar o cônjuge de forma bruta, grosseira, autoritária e agressiva é pecado aos olhos de Deus.
Quantos, neste momento, precisam se arrepender, pedir perdão a Deus e ao seu amado ou amada pelos erros cometidos, e perdoar as ofensas sofridas? Somente assim serão curados e terão seu relacionamento conjugal restaurado e abençoado por Deus.

Um comentário:
Excelente artigo, pastor!!!!
Postar um comentário