Vivemos num mundo marcado pela violência e truculência das pessoas no trato de umas para com as outras. Basta assistirmos aos noticiários da TV ou olharmos ao nosso redor para percebermos isto com facilidade. Falta mansidão nos relacionamentos humanos. Todavia, quando se fala em mansidão, talvez alguns possam interpretá-la como sinônimo de frouxidão. Porém, isto nem sempre é verdade.
Jesus falou algo muito importante sobre a mansidão: “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a terra” (Mt 5:5). Em outras palavras, Jesus diz que os mansos são mais do que felizes. Mas de qual mansidão Jesus está se referindo?
Podemos entender esta “mansidão” de duas maneiras. A primeira é que “manso” significa aquela pessoa que possui a qualidade do “autocontrole”. Esta interpretação está de acordo com o que Paulo fala em sua carta aos gálatas quando aponta “a mansidão e domínio próprio” como aspectos do fruto do Espírito Santo (Gl 3:23).
A segunda maneira pela qual podemos entender a mansidão citada por Jesus é que “mansos” significam os que se humilham diante de Deus por reconhecerem sua total dependência dele. São “mansos” para com a vontade de Deus, ou seja, não endurecem o coração para o querer de Deus. Esta é uma atitude para com Deus bem diferente daquela que o povo de Israel recém-liberto da escravidão do Egito teve para com o Senhor. A respeito daqueles israelitas Deus disse para Moisés: “Eu conheço este povo e sei que é muito teimoso” (Ex 32:9).
Em ambas as interpretações encontramos as atitudes daqueles que são filhos de Deus. Portanto, devemos buscar esta mansidão em nossa vida. Mansidão que nada tem a ver com frouxidão. Muito pelo contrário, pois mansidão significa autocontrole ou domínio próprio sobre nossas atitudes e emoções, e termos um coração comprometido em obedecer humildemente a vontade de Deus.
A Deus seja a glória!
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