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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os deslizes do primeiro casal que você não pode cometer

Foi Deus quem arquitetou o casamento. O casamento e a família são projetos divinos. E como tudo o que Deus faz tem um propósito, com o casamento não é diferente. O casamento foi planejado por Deus com o propósito não somente de procriar a espécie humana, mas também de proporcionar ao primeiro casal companheirismo e a felicidade do homem e da mulher.

Porém, quando Adão e Eva comeram do fruto que Deus os havia proibido de comer, estes propósitos divinos foram afetados e o são até aos dias de hoje por causa do pecado. Deus criou o primeiro casal para ser um exemplo a ser seguido por todas as famílias da terra, de geração em geração. Mas a desobediência deles, narrada no terceiro capítulo de Gênesis, impossibilitou a concretização deste projeto. Adão e Eva caíram porque cometeram deslizes que foram fatais, não somente para seu relacionamento com Deus, mas também para seu relacionamento conjugal.

Eva, primeiramente deu ouvido ao inimigo. A Bíblia descreve apenas um diálogo entre a serpente (o diabo) e Eva, mas não sabemos por quantas horas ou por quantos dias o diabo a tentou para que ela desobedecesse a Deus. Com relação a quanto tempo o diabo tentou convencer Eva do erro, naturalmente que isto é apenas uma conjectura, mas o fato é que Eva entrou na conversa fiada do diabo.

Eva aceitou conversar com o sujeito errado, sobre um assunto errado. A mulher que quer preservar seu casamento e ser uma benção para seu marido e para sua família não deve conversar assuntos errados com pessoas erradas. Principalmente quando o casamento não vai bem. Quando o casamento está crise a esposa não deve jamais se abrir com certas pessoas, por exemplo, com divorciados que não conhecem a Deus, ou pessoas casadas, mas que são infiéis aos seus cônjuges, pois estes com certeza aconselharão o divórcio ou o adultério como remédios para a crise, ou ainda, com pessoas do sexo oposto, sejam elas também casadas ou solteiras, cristãs ou não, evitando assim transferência emocional que potencializa a abertura de terreno para o adultério.

A mulher de Deus deve estar atenta não somente com quem fala, mas também ao que ouve. O diabo em sua astúcia usa até a palavra de Deus, distorcendo a verdade da Palavra para trazer engano aos corações. Nisto, o diabo foi bem sucedido com Eva. Isto serve de alerta para a mulher casada que deve estar atenta para não ser enganada com as palavras ludibriosas do inimigo e com as circunstâncias que ele cria para derrubá-la (assédio sexual e fofoca, intriga, inimizades, etc.).

Eva também não consultou seu marido. Antes de ter comido do fruto deveria ter conversado com Adão para saber a opinião dele. A esposa sábia não toma nenhuma decisão importante sem antes consultar o seu marido. Quantas mulheres estão tomando decisões arbitrárias e precipitadas, escondidas do marido, trazendo problemas para seu casamento?

Ora, quem é a mulher sábia? A mulher sábia é aquela que teme ao Senhor e consulta seu marido antes de tomar uma decisão importante. Podemos citar uma lista enorme das características de uma sábia mulher. A mulher sábia não mente para o seu homem. A mulher sábia não esconde os pecados dos filhos para o marido. A mulher sábia não faz dívidas escondida do marido. A mulher sábia não fala mal do marido para mãe dela. A mulher sábia não faz fofoca do marido no salão de beleza. A mulher sábia não incentiva a filha para um mau casamento só porque o namorado tem dinheiro. Em fim, “a mulher sábia constrói o seu lar, mas a que não tem juízo o destrói com as próprias mãos” (Pv 14:1).

E Adão? O que temos a dizer de Adão. Sim, meus amigos, Adão também cometeu seus deslizes. O primeiro deles foi que não agiu como líder espiritual de seu lar. Na condição de líder de sua esposa, devia ter repreendido Eva quando ela lhe ofereceu o fruto proibido. Ele deveria como líder espiritual de sua mulher, tê-la influenciado para o bem. Ao invés disso, Eva usurpou a liderança de Adão, que aceitou passivamente a influência negativa de sua mulher.

Adão como líder, deveria ser influenciado por Deus, e por esta influência ter influenciado Eva para o bem. Mas fez caminho inverso: aceitou ser influenciado negativamente por sua mulher, e assim desobedeceu a Deus. O marido deve assumir seu papel de líder espiritual de sua mulher. Deve ser o cabeça do lar, não o “cabeçudo” do lar.

Outro deslize de Adão foi que não protegeu a sua mulher. Onde estava Adão enquanto Eva era enganada pelo diabo? Adão foi ausente, não protegeu sua mulher, descuidou-se dela.

Há poucos anos a revista Veja publicou uma reportagem sobre a traição feminina, baseada numa pesquisa, cujo título era mais ou menos assim: “Por que as mulheres traem?”. A pesquisa apontou que as mulheres traem seus maridos quando eles deixam de ser seus amigos, companheiros, confidentes, namorados e amantes. Quando deixam de elogiá-las, deixam de rir das coisas engraçadas que elas dizem, deixam de ser carinhosos. Quando se tornam maridos ausentes, taciturnos, chatos, carrancudos, críticos e mal-humorados. Quando pensam na esposa somente quando querem sexo.

Então, tristemente elas se sentem desprotegidas, desamparadas, usadas... É quando o diabo entra em ação... Aproveitando-se da fragilidade emocional e da carência afetiva da mulher, coloca no caminho dela outro homem, geralmente do trabalho ou da faculdade, que fala para ela e a trata de uma maneira que o marido deixou de tratá-la em casa...

O marido que não quer sentir a dor e a vergonha da traição deve proteger sua mulher, deve estar presente na vida dela, ouvir seus sonhos, dar seu ombro para ela chorar, suprir suas necessidades emocionais, físicas, sexuais e espirituais. Estes conselhos não são meras dicas de um “conselheiro amoroso”, são na verdade mandamentos de Deus para o homem casado. Isso mesmo! Deus ordena ao marido que cuide de sua esposa, alimentando-a e suprindo todas as suas necessidades.

Os deslizes de Adão e Eva os levaram a comer do fruto proibido por Deus. A desobediência deles gerou o pecado na raça humana (não foi o fruto que tornou o homem pecador, mas o ato de desobediência a Deus). O pecado por sua vez gerou a morte espiritual que é a quebra da comunhão com Deus conforme o Senhor havia alertado a Adão: “Você pode comer as frutas de qualquer árvore do jardim, menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá” (Gn 2:16, 17).

Por analogia (não por teologia!), podemos dizer que hoje há muitos outros “frutos proibidos” que trazem morte ao casamento: a mentira, a infidelidade, os pecados sexuais (o sexo praticado fora do casamento), o silêncio como forma de punição, a violência tanto física quanto verbal, a falta de perdão, o descontrole financeiro que geram dívidas, o mau uso da televisão e da internet que roubam o tempo do casal, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de drogas. Estes são “frutos proibidos” resultado do egoísmo humano e que trazem morte ao casamento.

Quando esses “frutos proibidos” ameaçam a sobrevivência do casamento, há somente uma saída, há somente uma solução: Deus. Somente Deus, com a ajuda do casal, pode restaurar um casamento em crise. Somente Deus tem o poder de restaurar o amor, o carinho, o perdão e o romantismo.

Após Deus ter mostrado para Adão e Eva as conseqüências que eles e toda humanidade iriam enfrentar por causa de sua desobediência, o Senhor agiu de forma belíssima para com eles: “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles (de animais) para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3:21). Deus com aquele ato estava cobrindo a vergonha de Adão e Eva. Era um gesto de amor e misericórdia.

Assim Deus faz conosco sempre quando pecamos e pedimos perdão: Ele cobre nossa vergonha com o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus que deu a sua vida por nós. Desse modo, obtemos, mediante a graça de Deus, o seu perdão e a sua restauração.

Deus, neste momento, deseja restaurar casamentos, maridos, esposas, famílias e filhos. Para isto, Ele precisa encontrar corações arrependidos que crêem em seu perdão. Se você necessita do perdão de Deus para que uma transformação ocorra em sua vida e em seu casamento ou em sua família, então confesse agora mesmo os seus pecados ao Senhor. Então, Ele cobrirá tua vergonha com o sangue de Jesus, e assim, você será perdoado, e, quem sabe, iniciar-se-á assim, um novo tempo, uma nova história em sua vida, família e casamento.

Deus te abençoe!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Lançamento de "A Grande Descoberta"

No dia 21 de Novembro de 2010, aconteceu na Igreja Evangélica Viver em Cristo o lançamento de meu primeiro livro, "A Grande Descoberta".

Agradeço a todos que investiram na compra de um ou mais exemplares do livro. O meu profundo agradecimento a todos vocês!

Cada livro prensenteado servirá para propagar o Evangelho de Cristo e alcançar vidas que necessitam fazer a sua grande descoberta.

A Deus, seja a glória!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Grande Descoberta: meu primeiro livro

“A Grande Descoberta". Título de meu primeiro livro que será lançado neste próximo domingo, dia 21, na Igreja Evangélica Viver em Cristo, em Suzano-SP. O conteúdo é todo baseado na parábola do tesouro escondido contada por Jesus e descrita por Mateus: "O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo" (Mt 13:44).

Na narrativa do livro procuro ajudar o leitor a fazer a grande descoberta que alterará para sempre os rumos de sua vida. A parábola contada por Jesus a mais de dois mil anos, ainda permanece atual. Os homens do nosso tempo estão em busca de sentido e significado para a vida. São como caçadores de um tesouro perdido, mas que ninguém sabe onde está. Dentre tantos tesouros que possamos achar, há um, somente um, que pode transformar a nossa existência. Transformação esta, de resultados eternos.

O desejo do meu coração é que através da leitura desse livro muitas pessoas façam a sua grande descoberta. Aliás, a grande descoberta que todo homem deveria fazer, para então, encontrar razão e significado em sua vida.

A Deus, à minha família e à IEVC, minha profunda gratidão.

A Deus, e somente a Ele, seja a glória!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Meu público mais difícil

Hoje fui convidado para palestrar em uma escola. O tema era "Cultura de Paz". Foi-me dito que falaria para os pais e os alunos estariam juntos. Até aí tudo bem. Preparei-me para discorrer sobre a paz como resultado de um bom relacionamento conjugal e familiar, como estou acostumado a falar.

Cheguei no horário combinado e fui conduzido até o auditório vazio. Lá fiquei esperando. Aos poucos os alunos foram chegando. Meninos e meninas de oito a dez anos. Mas e os pais? À medida que o auditório foi enchendo, minha preocupação foi aumentando. O motivo: minha total incapacidade para falar às crianças. Minha preocupação se tornou em apavoramento total quando a professora que havia me convidado comunicou-me que os pais não viriam porque não foram devidamente avisados. Para o meu desespero maior, no lugar daqueles pais, foram colocadas mais crianças que acabaram por lotar o auditório.

Logo minha memória me transportou para uns vinte anos atrás, para a única experiência – totalmente frustrante, diga-se de passagem – que tive de ministrar algo para pré-adolescentes. Naquela ocasião eram apenas uns dez, o suficiente para eu ficar totalmente desconcertado e de cabelos em pé. A situação de hoje seria um pouco mais amedrontadora. O meu nobre público era composto por uns cem pré-adolescentes que falavam tão alto que suas vozes finas e estridentes poderiam ser ouvidas a uns dez quilômetros de distância.

Desesperado, fiquei pensando: “_ O que dizer? O que vou dizer?”. Então tive uma idéia genial: “_ Vou começar perguntando: ‘O que é a paz?’”. Foi quando o diretor da escola iniciou o programa da tarde fazendo a seguinte pergunta para a meninada: “_ O que é a paz?”. Naquele momento eu é que estava em busca da paz! Pensei comigo: “Ei amigo! Essa fala é minha!”.

Passados dez minutos, o diretor parecia “roubar” e esgotar todos os meus argumentos. Lembrei-me do Tiririca: “pior que tá não fica”. Então fui chamado para encarar os baixinhos que ali estavam para me ouvir. Dirigi-me para o centro do auditório trêmulo e inseguro, afinal de contas, falar às crianças não é e nunca será minha vocação. Mais calmo ficaria com uma platéia de cem ateus ou de cem pastores mais preparados do que eu. Sim, meus amigos! Com toda certeza! Mas aquelas cem crianças conseguiram me desequilibrar. Sem dúvida alguma, tive hoje diante de mim o público mais difícil para o qual falei em todo meu ministério.

Não. Não estou me fazendo de coitado. Coitados foram aqueles meninos e meninas que tiveram que me aturar por cerca de trinta minutos. Um palestrante inseguro, desajeitado, inábil, nervoso, e tantos outros adjetivos que descrevem minha incapacidade de falar às crianças. Agradeço a honra pelo convite da direção da escola. Agradeço mais ainda àquelas crianças que tiveram que me ouvir!

Prego e ensino a Palavra de Deus há mais de vinte anos. Ministro a Palavra a jovens, adultos, casais, solteiros, idosos, a grupos pequenos, a grupos grandes, em sala de aula, em fim, a variados grupos de todas as idades, exceto para as crianças. Quando falo para o público jovem ou adulto, meus ouvintes param pacientemente para me ouvir. Mas não os pré-adolescentes meus amigos! Ah, eles não! Basta alguém inapto como eu para que abram as asas impacientes da infância para não ouvir o tal inapto falar.

Meus ouvintes de hoje pareciam um mar revolto que de instante em instante quebra fortes ondas na praia. Assim foi meu público infantil. Quando pareciam silenciar enquanto eu falava, logo se agitavam ora falando uns com os outros, ora virando para trás, ora dando cascudos e murros no colega do lado. Isso sim é um mar agitado! Não por culpa deles, não! Por culpa sim, de minha incapacidade de prender-lhes a atenção para aquilo que tentava transmitir.

Quando terminei, após trinta minutos de debate (ou embate?), estava tão exausto quanto um nadador que atravessa a nado o Canal da Mancha. Lembrei-me quando certa vez tive que lutar contra a correnteza da água do mar para conseguir chegar à areia da praia. Naquele dia pensei que poderia perecer. Não sou nadador, nem mesmo amador, nem atleta. Tenho pouca resistência. E naquele dia na água do mar, pensei que não iria conseguir. Após imprimir toda força que consegui tirar não sei de onde, cheguei ao raso caindo exausto na areia da praia, ofegante e assustado. Assim me senti quando acabei minha palestra para meus pequenos nobres ouvintes.

Ao terminar a palestra fiquei pensando nos professores que dão aula por anos a fio para crianças e pré-adolescentes. Nunca, na minha vida, valorizei tanto tais mestres, como naquele momento. O que fui incapaz de fazer por trinta minutos, estes professores fazem com toda maestria, amor e dedicação ano após ano. A professora que me convidou para a palestra dá aulas para crianças e pré-adolescentes há vinte e cinco anos. Admirável.

Só me resta parabenizar os professores de crianças e adolescentes. Tais mestres são verdadeiros heróis, principalmente quando pensamos nos baixos salários que recebem e no desrespeito que sofrem diariamente em sala de aula. Um alto preço a ser pago por tão nobre tarefa e vocação. A vocês, minha admiração e meu reconhecimento. Deus os abençoe!