Pesquisar este blog

Carregando...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Minha menina mulher

Eram 5 horas da manhã do dia 26 de Outubro de 1995. Fui acordado pela minha esposa, New, que ansiosa me dizia: _ "É agora! É agora! Vai nascer!". Nunca me troquei tão rápido como naquela madrugada. Liguei para meu pai, o futuro vô Sérgio para nos buscar. Não sei como, mas lá estava ele após cinco minutos em seu Del Rey branco para nos levar ao hospital. Estava vindo ao mundo a Andressa, nossa menina. Aliás, não sabíamos se era menina ou menino. Queríamos surpresa. Ainda bem que veio menina. Ainda bem que veio a Andressa. Veio para mudar para sempre nossas vidas...

Sim, a nossa vida, minha e da New, nunca seria a mesma. Chegou a Andressa, sim, naquele início de manhã no dia 26 de Outubro de 1995 (se fosse a New escrevendo saberia dizer o horário exato, com quantos quilos, centímetros... por favor, me perdoem, mas homem não se lembra dessas coisas). Me lembro sim, daquele pequena criatura, linda, tão frágil... Andressa é o nome dela. Herança do Senhor em nossas vidas.

Andressa. Menina meiga, doce, falante... menina. Agora... uma mulher. Já se passaram quinze anos (Puxa! Como passa rápido!)... Quinze anos de Andressa, que enche nossa casa, nosso lar, nossos corações, com sua alegria, com seus cânticos e com sua voz.

Minha filha, uma pequena e singela homegagem de seu pai que te ama.

Feliz Aniversário.

Que o Eterno Deus, nosso amado Pai, continue sempre e sempre formando em ti um coração que ama a Jesus de toda a tua alma.

Beijos no teu coração!  

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O que falta é o amor

Vivemos numa sociedade que preza pelo individualismo. Basta observar ao redor para constatarmos esta verdade. Cada vez mais as empresas oferecem serviços exclusivos aos seus clientes. Quanto mais Vip, melhor é o atendimento. No cotidiano, na correria que a vida moderna e urbana nos impõe, nos fechamos em nossos casulos e mal conhecemos nossos vizinhos. O relacionamento com o sujeito que mora ao lado não passa de um tímido “bom dia”, e lá dentro da gente, nesses encontros de poucos segundos, surge outra frase que não temos coragem de proferir: “Por favor, não me incomode!”.

Bem diferente dos dias dos nossos avôs. É, de fato, os dias são outros. A pobreza bate à porta de nossas casas, nos interpela nas ruas e nos atropela nos faróis vermelhos clamando por “uma esmolinha pelo amor de Deus”. São assim todos os dias. Por ser tão freqüente, nos acostumamos com a desgraça alheia. Temos até justificativas para não ajudar ninguém. O pobre que pede, concluímos, pede para gastar com droga, bebida ou coisas assim. Então saímos com a consciência ilesa, tranqüila.

Realmente, a esperteza de muitos, impede a ajuda para tantos outros que realmente precisam. O famoso “jeitinho brasileiro” contamina o rico, mas pega também o pobre. Estou falando do sujeito que usa a criança pequena no estacionamento do Shopping para constranger as pessoas dar-lhe dinheiro. Estou falando do sujeito que vende o leite, o café, o arroz, conseguidos na esmola, para fazer sabe lá Deus o que com o dinheiro. Fatos como estes, infelizmente, fecham o coração de muitas pessoas para fazer o bem àquele que pede ajuda.

Todos estes fatores – o individualismo, a indiferença e a falta de sensibilidade do homem moderno – têm tornado mais egoístas as pessoas de nossa sociedade. Não somente mais egoístas, mas também mais mal educadas em seu relacionamento social. No trânsito, há uma verdadeira competição pelo espaço que leva os motoristas a uma selvageria incontrolável. Precisamos desesperadamente de mais gentileza e educação no trânsito. Nas escolas, alunos não respeitam seus mestres. São freqüentes os casos de agressões físicas e morais contra professores. Afunilando o raciocínio, chegamos aos lares, onde os filhos não respeitam os pais. Nunca se viu tanta desconsideração e desrespeito aos pais como vemos em nossos dias. Causa e efeito. Os filhos são, geralmente, reflexos da educação que recebem dos pais.

Diante desse quadro acinzentado, só podemos concluir que o que falta às pessoas é o amor. Sim, precisamos de uma revolução de amor. Temos em excesso, informação, tecnologia e avanço científico, todavia, nos falta amor. Mas não estou me referindo àquele “amor” que se confunde com sexo ou paixão. Falo do amor que vem de Deus. Este amor sem limites capaz de entregar à morte seu próprio Filho para nos dar a vida eterna. Amor divino que penetra o coração, transborda e toca aqueles que estão ao nosso redor. Transborda e toca porque não é um amor de palavras, mas um amor de verdade expresso em atitudes.

Não é por acaso que Jesus disse que toda a lei de Deus se resume nestes dois mandamentos: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente” e “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mt 22:37, 39). Somente obedecendo a estes dois mandamentos, poderemos de fato, tratar o outro da mesma maneira como desejamos ser tratados. Dessa maneira, construiremos uma sociedade mais educada, gentil e repleta do amor de Deus.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sendo como uma águia

O profeta Isaías, em cerca de 700 a.C., registrou esta revigorante palavra divina: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40:28-31).

Não há quem não leia estas palavras e não sinta uma fé querendo brotar do coração, uma esperança começando a brilhar no fundo da alma. Aos que se encontram cansados e abatidos lhes é anunciado que os que esperam no Senhor têm suas forças renovadas pela graça e poder vindos do céu que nos levantam do chão tal como águias que com suas asas levantam vôo.

Ora, não é por acaso que Deus compara àqueles que nele esperam com as águias. Compreendemos isto melhor quando descobrimos as particularidades desta ave.

A águia é uma ave de rapina que voa alto e plana a mais de trinta metros acima da superfície do mar. Por viver sempre nas alturas, constrói o seu ninho no alto das árvores. Lá, está protegida e segura. Assim é a vida do cristão, pois é do alto que vem o seu poder. Paulo declarou aos efésios: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1:3).

As pessoas que buscam a Deus somente com o objetivo de obter as coisas desta terra vivem uma vida infeliz e cheia de conflitos não resolvidos, pois “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1Co 15:19). Sigamos o conselho de Paulo quando este diz: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” (Cl 3:1).

Outra característica das águias é que chegam a ocupar os mesmos ninhos por quarenta anos consecutivos. O crente, assim como a águia, deve também valorizar e cuidar do seu “ninho”. Este possui dois “ninhos”, duas casas as quais ele deve amar, cuidar e ter compromisso.

O primeiro ninho é a sua casa, o seu lar, a sua família. Este cuidado deve vir em primeiro lugar. Muitos querem servir a Deus, ganhar o mundo inteiro para Jesus, mas estão perdendo a própria família para o diabo. Não é sem razão que Paulo declarou: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1Tm 5:8).

O segundo ninho é a sua igreja local em que é membro. Mas, infelizmente, hoje em dia muitas pessoas vivem a trocar de igreja com a maior naturalidade. Trocam de igreja como se troca de roupa ou de carro. Mudam de igreja em igreja, pulando de galho em galho por qualquer motivo: porque o pastor falou algo que não gostaram; porque alguém passou sem cumprimentar; porque não têm oportunidades para pregar ou cantar; porque o culto é muito demorado; e por causa de tantas outras coisas banais.

Estes crentes não têm ninho, não têm morada certa, não possuem identidade espiritual, vivem confusos e errantes pela vida afora. Sempre estão a criticar as igrejas, os pastores, as pessoas... Não criam raízes e por isto nunca aprendem o que significa amar a Igreja de Cristo e ter compromisso com ela.

Porém, o crente-águia é diferente. Este valoriza o seu ninho, valoriza a sua igreja. Ama e tem compromisso com o seu ninho, com a sua igreja. Posso dizer isto com propriedade, pois fui membro de uma só igreja e ovelha de um só pastor por dez anos consecutivos, desde quando me batizei até ser um dos fundadores da IEVC. Isto foi vital para o meu crescimento e amadurecimento espiritual.

O crente-águia sabe que o seu ninho-igreja tem problemas, contudo, se coloca como instrumento nas mãos de Deus para que estes problemas venham ser solucionados. Não fica fazendo fofocas, criando partidos, colocando lenha na fogueira para depois sair correndo e olhar de longe o que sobrou do estrago. Não! O crente-águia age diferente: defende o seu ninho-igreja dos inimigos internos e externos e faz de tudo para protegê-lo porque o ama e tem compromisso com ele.

Mais uma característica da água: exerce as suas atividades durante o dia. “Dia” nas palavras de Jesus tem o significado de “oportunidade”. Deu este significado ao declarar: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4). Portanto, DIA é o tempo que ainda temos a oportunidade de obedecer e servir a Deus. Oportunidade de sermos uma bênção para a nossa família, irmãos e amigos.

Quando as pessoas estão em seu leito de morte o que elas mais lamentam é não terem aproveitado as oportunidades de terem feito aquilo que deveriam. Lamentam não terem ficado mais tempo com os filhos, lamentam não terem tratado melhor o marido ou a esposa, lamentam não terem reconhecido a dedicação dos pais enquanto viviam, lamentam não terem servido a Deus, lamentam não terem aceito aquele convite de trabalho, lamentam não terem perdoado aqueles que os ofenderam, lamentam, lamentam e lamentam...

Quantas pessoas estão se lamentando! Lamentam porque deixaram escapar as oportunidades que Deus deu de terem tido uma vida mais feliz e significativa. Portanto, sejamos como a águia: façamos o que é realmente importante e relevante em nossas vidas enquanto é dia!

Outra característica interessante da águia é que quando pesca, leva o peixe a um lugar alto e seguro para comê-lo. Ou então, come rapidamente a sua presa por causa das cegonhas. A águia com este comportamento revela zelo e cuidado pela conquista do seu esforço. Assim também o crente-águia deve ser zeloso com aquilo que conquista com o suor do seu trabalho. Isto não tem nada a ver com egoísmo ou materialismo. Tem a ver com cuidado, zelo e sabedoria em viver.

Há pessoas que nunca têm nada na vida porque não sabem guardar ou cuidar daquilo que recebem. O homem moderno desta sociedade materialista e consumista vive uma constante insatisfação por aquilo que já possui influenciado pelas propagandas enganosas do rádio e da TV. Compra coisas que não precisa, com dinheiro que não tem, para agradar as pessoas que nem conhece. Este tipo de pessoa quando recebe um dinheiro extra – seja do fundo de garantia, de alguma herança ou de alguma indenização, por exemplo – simplesmente torra todo o dinheiro e não sabe nem dizer onde gastou.

Quando se trata do salário mensal a situação então piora. Muitos são péssimos mordomos do Reino de Deus, pois não administram corretamente os recursos enviados pelo Senhor. Além disso, não dizimam ao Senhor e não têm o hábito de investir mensalmente uma parte do salário. Porém, o crente-águia é alguém que tem zelo e cuida da sua vida material, financeira, e, sobretudo, da sua vida espiritual.

Em último lugar, quando surge uma tempestade, a águia não se esconde dela, mas a enfrenta. Voa alto, acima da tempestade. Enfrenta as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos, pois sabe que lá no alto, acima da tormenta, brilha o sol. Enquanto todos estão na escuridão lá embaixo, a águia voa vitoriosa em paz lá em cima.

Assim é o crente-águia: não foge das lutas, mas as enfrenta! Vence todos os obstáculos em meio à tormenta e escuridão, pois crê no Sol da Justiça que é Jesus.

Paulo era um crente-águia. Ah, meus amigos! Sim, Paulo era um crente-águia! Por isto declarou: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (II Co 4:8, 9). Paulo, em meio à tormenta, sempre estava com os olhos fitos em Jesus, o Sol da Justiça!

O mundo está nas trevas, sofrendo com as tempestades da vida, mas o verdadeiro discípulo de Cristo segue vitorioso com Jesus, pois está assentado com Ele nos lugares celestiais.

E você? É um crente-águia?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pais que amam os filhos

Educar um filho é muito mais que “criar” um filho. Educar exige tempo, amor, atenção, paciência e sacrifícios. Os pais possuem a responsabilidade e a obrigação de satisfazer as necessidades de suas crianças, pois “os filhos são herança do Senhor...” (Sl 127:3). Os filhos possuem duas enormes necessidades: amar e se sentirem amados pelos seus pais. A Psicologia tem demonstrado que se uma dessas necessidades não for satisfeita, crescerão apresentando problemas emocionais. Como então, podemos fazer nossos filhos se sentirem amados? Bem, vão aí algumas dicas importantes:

Sendo modelo de marido e esposa que se amam. O amor entre o casal demonstrado por atitudes de carinho e respeito, dá ao filho segurança e estabilidade. Esta criança compreenderá melhor, por exemplo, o caráter do amor de Deus e a beleza do sexo.

Amando-os incondicionalmente. O filho precisa se sentir amado simplesmente por aquilo que ele é, e não pela satisfação emocional que dá aos seus pais pelas coisas que ele realiza.

Amando-os através do toque. Os pais precisam abraçar seus filhos, brincar com eles. A frigidez sexual em algumas mulheres é resultado da falta deste tipo de amor que não recebeu dos seus pais. Os adolescentes não gostam de receber carinho na frente dos seus colegas, mas apreciam esta demonstração de amor quando estão sozinhos com os pais.

Amá-los através da comunicação. Os filhos menores precisam de muitos abraços e beijos. Os adolescentes, de elogios e encorajamento. Os pais devem elogiar seus filhos: o cabelo, o corpo, as roupas, o sorriso, a voz, o andar, os gestos. Ao conversar com seu filho, se abaixe e olhe nos olhos dele.

Sendo transparente. Quando falhamos com os nossos filhos temos que ter a sinceridade e a honestidade de pedir perdão a eles. Não podemos camuflar aquilo que realmente somos. Isto não tirará a nossa autoridade. Irá sim, aumentar a nossa autoridade, a amizade e a confiança.

Dando tempo e atenção. As coisas ou presentes nunca vão poder substituir a sua presença e atenção. O filho precisa dos pais para rir com ele, passear e brincar juntos, ler para ele, compartilhar suas esperanças, desejos e ambições. Ouça seu filho!

Desenvolvendo a autoestima. Autoestima é o sentimento que a pessoa tem de si mesma. Não tem nada a ver com orgulho ou vaidade. É um senso de auto valor. Pessoas com autoestima elevada controlam melhor o seu comportamento, têm mais esperanças no sucesso, suportam melhor as críticas e as frustrações, sabem reconhecer seus pontos fortes e fracos, e amam a vida.

Respeitando suas individualidades, propriedades, opiniões e privacidade. Seu filho não é você, nem outra criança que você admira. Seu filho é uma pessoa com sua própria individualidade. Nunca compare seu filho a ninguém. Nunca diga: “Você deveria ser igual ao seu primo…”.

Amá-los através de uma disciplina amorosa, coerente e firme. Os filhos devem aprender que a vida nos impõe limites: a saúde, o tempo, a etiqueta social, as finanças da família, as leis civis. Os pais devem impor aos filhos limites lógicos e coerentes através de regras possíveis de serem obedecidas, conscientizando-os da sua razão e importância. A disciplina cria na criança segurança emocional, pois saberá quais são os seus limites.

Portanto, que neste mês das crianças, os nossos filhos venham receber muito mais do que presentes. Que recebam nosso amor, carinho e atenção. E isto, em todas as fases de seu desenvolvimento. Desse modo, se tornarão homens e mulheres que ajudarão a construir uma sociedade mais justa, piedosa e amorosa.
_____________________________________________________________

Fontes consultadas:

KEMP, Jaime. "Nós Temos Filhos", Editora Sepal
WEBER, Lidia. "Eduque com Carinho", Juruá Editora.