Pesquisar este blog

Carregando...

sábado, 25 de setembro de 2010

Tiririca e a República dos Palhaços

Fenômeno  na campanha eleitoral deste ano, o palhaço Tiririca aparece em primeiro nas pesquisas de intenção de voto. O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, estima que o nobre candidato pode chegar a receber cerca de 1 milhão de votos. Então, ficamos nos perguntando como isto é possível.

Bem, estes "fenômenos eleitorais" são característicos na política brasileira. Quem não se lembra do índio Juruna, e mais recentemente de Clodovil, figuras que se aventuram na vida pública visivelmente incapazes de representar o cargo para o qual foram eleitos. 

O problema é que os "políticos profissionais", aqueles para os quais olhamos e dizemos: "Esse fulano sim, tem experiência e longa vida da política" - estão com sua imagem desgastada. Estamos cansados de ver as mesmas "caras" na política brasileira, marcada por sucessivos escândalos e corrupção que estouram na mídia todos os meses.   

Depois do escândalo do mensalão em que o partido do governo esteve envolvido chegamos a uma triste conclusão: todos os partidos são exatamente iguais. A corrupção parece que faz parte da cultura maldita do brasileiro. A falcatrua, o engano, o "levar vantagem em tudo", o famoso jeitinho brasileiro, não está somente em Brasília, mas inscrustado na sociedade como um todo. É verdade que há muitas pessoas honestas, de bem, que buscam o bem-estar dos outros, mas é de duvidar que a maioria dos candidatos estão realmente compromissados com este nobre propósito.

Depois de 20 anos de ditadura militar, quando pensávamos que haveria uma renovação na classe política, o que vemos na política brasileira é um jogo de poder, onde quem ganha tem as cartas do jogo, e quem perde luta para se aliar aos vencedores para se apropriar de uma fatia do bolo. O maior partido deste país, com o maior número de filiados, é o partido mais "prostituto" dentre os demais. Nunca está na oposição. Sempre está aliado aos vencedores da batalha eleitoral, para assim, participar da situação. Isto em todas as instâncias: municipal, estadual e federal. Tornou-se um partido sem ideologia e jogou no lixo sua nobre história.

Por esta e por outras o povo está cansado. Esta cansado de muito blá-blá-blá e pouco resultado. Cansado de um governo populista que dá dinheiro e comida para os necessitados e não fornece a eles os meios - trabalho, preparo profissional e educação - para que não dependam a vida toda do Estado. Desse modo, aqueles miseráveis se tornam alienados políticos que com a miséria de recebem dos "fomes zeros" e dos "salários famílias" da vida são comprados eleitoralmente para votar nas eleições por aqueles que os alienam com gorgetas que não podem transformar de verdade sua condição de vida.

Já ouvi algumas pessoas afirmarem que os que pretendem votar em Tiririca estão dando um voto de "protesto". Ao meu ver, os votos para Tiririca não são votos de protesto. São votos que refletem a mentalidade do eleitorado brasileiro. Um protesto consciente não escolhe um palhaço para ser deputado. Ao votar em Tiririca o eleitorado está demonstrando que não leva a sério a política no Brasil. Estão "tirando o sarro" bem ao estilo brasileiro que gosta de brincar e fazer chacota. 

Tiririca na frente das pesquisas é o reflexo de como a população vê os políticos que lá estão no poder: um bando de "palhaços" que estão a brincar com o nosso dinheiro, com o nosso voto e com o respeito que a população merece. Obviamente que não estou generalizando. Há alguns poucos políticos sérios e honestos, ainda que sejam uma espécie em extinção.

O que quero dizer é que os votos para Tiririca, longe de serem votos de protesto, demonstram na verdade o que pensam os eleitores a respeito de nossos governantes. É como se os eleitores estivessem jogando o lixo no seu devido lugar: no lixo.  Desse modo, os eleitores de Tiririca ao votarem no "respeitado" comediante, não protestando, mas tirando o sarro e fazendo chacota , estão dando este recado para toda a classe política: "Tomem o que lhes pertence. É isso que vocês merecem". Ora, lugar de palhaço não é no circo?

Que Deus nos ajude!

"Feliz a nação que tem o SENHOR como o seu Deus..." (Sl 33:12).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A maravilhosa graça de Deus

O apóstolo João nos diz que a graça de Deus veio por intermédio do Senhor Jesus Cristo (Jo 1:17). A palavra "graça" na Bíblia tem vários significados. Em relação à salvação significa “livre-favor divino” ou “favor imerecido”. É o favor e a benevolência concedidos da parte de Deus a nós sem que os mereçamos.

A graça de Deus opera por causa do seu amor, sempre com o tempero da sua misericórdia. Se a graça de Deus significa sermos abençoados com bençãos que não somos dignos de receber, a misericórida de Deus significa não sermos punidos com o castigo que merecíamos. A essência da graça de Deus, é que Deus é por nós, embora o homem seja contra Deus. Esta é a prova do amor de Deus por nós.

Por esta razão Paulo afirmou que "Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado" (Rm 5:8), e, magistralmente disse aos cristãos de Corinto: "vocês já conhecem o grande amor do nosso Senhor Jesus Cristo: ele era rico, mas, por amor a vocês, ele se tornou pobre a fim de que vocês se tornassem ricos por meio da pobreza dele" (II Co 8:9).

A graça de Deus opera em nós muitas coisas, dentre elas estas três muito importantes:

Proporciona a salvação eterna. Deus nos redime de modo totalmente independente de nossos méritos pessoais, pois a salvação vem pela fé, e não por obras: "Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la" (Ef 2:8, 9). Desse modo, podemos restaurar o nosso relacionamento com Deus. 

Torna possível a nossa comunhão com Deus. A salvação é um ato sobrenatural produzido pelo Espírito Santo que vem habitar em nós e ter comunhão conosco. Somente a graça de Deus pode proporcionar ao homem um novo nascimento e assim torná-lo uma nova pessoa. Foi sobre isto que Jesus falou a Nicodemos, mestre da religião judaica: "Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. Por isso não fique admirado porque eu disse que todos vocês precisam nascer de novo" (Jo 3:6, 7).

Nos assegura de que nada poderá nos separar do amor de Deus. Paulo, aos cristãos de Roma, faz uma pergunta, oferecendo em seguida a única resposta que pode ser dada: "Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro.' Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor" (Rm 8:35-39).

Todavia, infelizmente, alguns têm desprezado a graça de Deus, abusando dela vivendo deliberadamente na prática do pecado conforme escreveu Judas, irmão de Jesus, afirmando que "alguns homens que não temem a Deus... torcem a mensagem a respeito da graça do nosso Deus a fim de arranjar uma desculpa para a sua vida imoral" (Jd 4).

A graça de Deus não elimina a obediência aos mandamentos de Jesus, mas antes, torna essa obediência ainda mais obrigatória. A graça divina nos alcançou para andarmos em novidade de vida. Paulo trata dessa questão: "Será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais? É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele?" (Rm 6: 1,2).

Devemos estar certos que a graça de Deus não elimina a lei espiritual da “colheita segundo a semeadura”, antes, reforça a nossa responsabilidade, em vez de eliminá-la, pois "... ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá" (Gl 6:7).

Por fim, nos lembramos de Paulo, quando em meio à uma grande adversidade recebeu de Jesus a seguinte palavra: “A minha graça é tudo o que você precisa, pois o meu poder é mais forte quando você está fraco”, ao que o apóstolo sabiamente concluiu: "Portanto, eu me sinto muito feliz em me gabar das minhas fraquezas, para que assim a proteção do poder de Cristo esteja comigo. Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, as perseguições e as dificuldades pelos quais passo por causa de Cristo. Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim" (II Co 12:9, 10).

Estas palavras demonstram a importância da graça de Deus em nossa vida, pois ela é maior que as nossas dificuldades. Ela nos sustenta e nos faz provar o poder e o amor de Deus, o nosso Pai.

A Deus seja a glória!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pastores candidatos políticos. Respostas às críticas.

Recebi, não muitas, mas poquíssimas críticas, na verdade apenas duas, pela mensagem que postei dias atrás sobre minha posição contrária ao ingresso de pastores cristãos na carreira política.

Em razão disto, quero novamente trazer este assunto à baila, publicando neste espaço minhas duas respostas às críticas aos meus pensamentos com a finalidade de fornecer mais argumentos que julgo serem preciosos na defesa do ministério pastoral cristão.

Nas duas críticas que recebi os argumentos dos leitores são muito parecidos. Em termos gerais, defendem a entrada de pastores na política em virtude das leis que andam tramitando no Congresso Nacional que vão contra à liberdade de expressão da Igreja e aos princípios e valores cristãos da família. Por conta disto, defendem a idéia de pastores se enveredarem na carreira política a fim de defenderem a causa do Evangelho nas assembléias legislativas e nos cargos executivos.

Minhas respostas a estes amados irmãos seguem abaixo: 

Minha reposta à 1ª crítica:

... Respeito sua opinião, todavia, seus argumentos não são convincentes diante do alto e elevado propósito do pastorado cristão conforme ordenado por Deus em sua Palavra. Por esta razão, Deus ordenou aos pastores genuinamente chamados por Ele: "Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou" (II Tm 2:4). Cada um, portanto, haja de acordo com a sua consciência...

Lamento que haja pastores se rebaixando de sua elevado posição de pastor de almas para se enveredarem em assuntos administrativos da vida pública. Um desserviço para o rebanho do Senhor Jesus. A não ser que a pessoa "chamada" de pastor descubra que não foi "chamada" por Deus para ser pastor. Se descobrir que sua vocação é política e não pastoral, então prestará um grande serviço ao Reino de Deus deixando o púlpito da igreja para alguém realmente chamado e vocacionado por Deus.

Sim, nossa política precisa de reforma. Nossos governantes precisam ser transformados. Precisamos de fato de cristãos na política. Entretanto, que não sejam os pastores, oh meu Deus! Grande é a seara e poucos são os trabalhadores... E em época de campanha política a seara do Senhor sofre muitas baixas por causa de pastores que são atraídos pela carreira política.

Meu caro irmão... Não sejamos ingênuos. Este país precisa de uma reforma política urgente. Sabe do que me refiro? Me refiro a esta miríade de partidos políticos, a maioria nanicos, que não possuem representatividade nenhuma e que são controlados pelos grandes partidos que há anos governam o país através de acordos e conchavos que os fazem perpetuar no poder. Sem acordo e conchavos é impossível fazer política no Brasil. Você sabia disso? E qual pastor-politico conseguirá mudar isso?

Somente os ignorantes acreditam no discuro de candidatos que dizem em época de campanha: "_ Fou fazer isto ou aquilo". Ah meu filho, vai fazer se o partido concordar... Se os outros partidos da aliança estiverem de acordo... Se a maioria da câmara aprovar em assembléia... E, se por fim, o executivo assinar o projeto.

Sem contar a falta de ideologia política de 99,9% da maioria dos candidatos, incluindo pastores cristãos candidatos. Por que tal candidato é de determinado partido? Com certeza a razão não é ideológica, mas porque tal partido dá numericamente mais chances do fulano conseguir se eleger. Uma vergonha!

Veja que a questão não é tão simplista como "gostar" ou "não gostar" de política. A coisa é mais séria. A questão é ver a realidade como ela é, sem rodeios e discursos evazivos. Este que lhe escreve, como pode perceber, não é um ignorante ou alienado político. Portanto, sei do que estou falando. Saudações em Cristo.

"Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério" (II Tm 4:3-5).

Minha resposta à 2ª crítica:

... é verdade que a situação que vivemos é grave e potencialmente perigosa, e que, em razão disto, precisamos de homens de Deus nas câmaras municipais, estaduais e federal, as casas que criam as leis que governam o país.

Todavia, por que estes homens de Deus precisam ser os pastores? Meu bom Deus, será que em nossas igrejas não existem homens e mulheres capacitados para seguirem na vida política? Será que é preciso tirar os pastores de seu nobre ofício para ingressarem na vida pública? Será que é preciso tirá-los dos púlpitos de onde professam as leis de Deus e lançá-los na casa das leis humanas?

Ao fazerem isto, repito, estão enfraquecendo suas igrejas, abandonando o rebanho que Deus os confiou e se rebaixando de sua nobre função. Ou levamos a Bíblia, a Palavra de Deus a sério, ou relegamos a ela um papel secundário em nossa prática cristã.

Pastores que se enveredam na vida política são - como diz a Palavra de Deus - soldados que estão se envolvendo com as coisas desta vida, para as quais, não foram chamados e vocacionados por Deus para se ocupar delas.

Sobre o vídeo que você mencionou (http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI&feature=player_embedded) , já o vi, e concordo com tudo o que foi dito. Mas o que tem a ver com o assunto que estamos tratando? O vídeo em questão não conclama pastores ingressarem na política como canditatos ou políticos. É uma conclamação ao povo de Deus para um despertamento espiritual, social e político. E aí eu assino em baixo.

Me desculpe, meu amado irmão, mas se precisamos colocar pastores na política porque não temos mais ninguém, então devemos reconhecer nossa incompetência. Incompetência de formar no povo de Deus uma séria e verdadeira consciência política. Mostramos nossa incompetência, e também a perda da visão de Deus para a sua Igreja, quando nossos pastores colocam em segundo plano sua vocação ministerial.

Então, ficamos mais fracos, mais frágeis, mais vulneráveis, pois, quem é o maior interessado em ver os líderes espirituais da igreja de Jesus - os pastores - com seu coração, suas vidas e seu tempo divididos senão o diabo, o inimigo de nossas almas?

Portanto, entre o discurso belo, racional e aparentemente "espiritual", e aquilo que Deus ordena aos seus pastores, fico indubitavelmente com a segunda opção.

A Deus seja a glória!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Relacionamentos descartáveis

Muito se fala na crise que as famílias de nossa sociedade têm passado. Não é para menos. Tem se tornado cada vez mais comum e natural, no entendimento das pessoas, os relacionamentos descartáveis. O relacionamento descartável é aquele relacionamento amoroso sem compromisso algum. O compromisso do relacionamento descartável é “não ter compromisso”. Isto começa bem cedo, desde a pré-adolescência.

Na faixa dos dez anos as crianças já iniciam os seus primeiros relacionamentos descartáveis: “ficam” com vários meninos e meninas, geralmente da mesma idade. O “ficar”, como todos sabem, envolve beijos, carícias sexuais e até mesmo o ato sexual propriamente dito, entre garotos e garotas que mal conhecem o nome um do outro. Alguns se gabam de numa mesma festa terem “ficado” com uma lista enorme de garotos ou garotas. Estatisticamente, os adolescentes iniciam sua vida sexual cada vez mais cedo. Tudo isto, com a “benção” dos pais, da sociedade, da mídia, dos programas de saúde governamentais, dos educadores, e dos programas da TV como as “malhações” da vida, que passam a idéia que tudo isto é normal.

A tragédia disso tudo reside no fato de que, nesta falsa normalidade, é ensinado desde cedo para as nossas crianças que para se ter um relacionamento íntimo entre homem e mulher não é preciso amor, compromisso, fidelidade e exclusividade. A idéia dos adultos quando se casam de que “se não der certo separa” começa a ser plantada na mais tenra idade. Quando entram na juventude não é de admirar a quantidade de jovens que não conseguem se firmar em relacionamento algum. Resultado da “ficação” da adolescência.

Além disso, as pessoas perderam o respeito umas pelas outras, e o pior: perderam o respeito próprio. Quando começam namorar alguém se vêem na obrigação de “transar” logo nas primeiras semanas de namoro. O rapaz que não “azarar” a garota na primeira semana de namoro é taxado de “boiola”. Logo sua masculinidade é questionada. A garota, se não se entregar sexualmente para o seu namorado é taxada de não gostar de homem, ou vai para a cama com o rapaz, pois não quer ser a única virgem de sua turma, algo vexatório para as adolescentes. Desse modo, garotos e garotas tratam seus corpos como uma “coisa descartável” que pode ser usada por qualquer um. Perdem sua honra e sua dignidade como seres humanos feitos à imagem e semelhança de Deus...

Não estou me referindo a um namoro sério. Estou falando de um “namorico” sem compromisso, descolado, que visa somente o prazer sexual. Passado um tempo, rapaz e moça estão em outros relacionamentos, com outras pessoas, entregando seus corpos descompromissadamente a qualquer pessoa que cruze seus caminhos. “Transam” com todos os namorados e namoradas, entregando seus corpos e suas almas a qualquer um... Desse modo, tornam descartáveis não somente o relacionamento passageiro, mas tornam descartáveis a si mesmos...

Quando se enveredam num casamento ou quando vão “morar juntos” – se é que isto pode ser chamado de “casamento” – iniciam a vida a dois sem princípios e valores que sustentarão o relacionamento nas crises que enfrentarão. O resultado é o que vemos em tantos lares destruídos: traições, infidelidade conjugal, violência doméstica, divórcios, separações e filhos marcados para sempre por estes motivos.

O adultério é algo corriqueiro em nossa sociedade. Certa pesquisa apontou que dentre dez homens casados, sete já traíram suas esposas. Os homens da nossa sociedade não sabem o que significa amar verdadeiramente uma mulher. Já a infidelidade feminina tem crescido assustadoramente. Elas traem por que seus parceiros deixam ser seus amigos, namorados, confidentes e se tornam homens chatos, críticos, mal humorados e pensam nelas somente quando querem sexo. Então, elas traem seus maridos com um amante que faz tudo que seus esposos deixaram de ser e fazer. Homens e mulheres adúlteros tornam seus casamentos descartáveis quando fazem de si mesmos pessoas descartáveis...

Este é o triste retrato da sociedade em que vivemos. Sociedade formada por indivíduos descartáveis que aprendem este estilo de vida desde seus primeiros relacionamentos amorosos na pré-adolescência. Uma sociedade que tem se esquecido do amor verdadeiro, dos valores e princípios de Deus, uma sociedade formada por pessoas incapazes de amarem e de se respeitarem a si mesmas.

Não é possível que alguém olhe para este quadro e ache tudo isso normal. Não é normal, pois quem vive um relacionamento descartável, tornando a si próprio descartável, não é uma pessoa feliz e realizada. É alguém sempre vazio, em busca da plenitude do amor. Uma busca sem fim...

Essa busca tem fim quando se encontra Deus, através de Jesus. Desse modo, com a ajuda de Deus se pode resgatar o amor próprio, sem o qual não é possível amar a quem quer se seja de modo adequado. Por esta razão Jesus ensinou: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mt 22:39). Então, deixamos de ser pessoas descartáveis, para sermos pessoas dignas, honradas e que conhecem o verdadeiro amor.