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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ano novo. Tudo novo?

Mais um ano está indo embora e um novo ano já desponta diante de nós. Esta é a época do ano que naturalmente passamos a refletir sobre a nossa vida. Olhando para o passado recente, o ano que está se findando, refletimos sobre nossos erros e acertos, o que poderíamos ter feito e não fizemos, as boas oportunidades que deixamos passar e o quanto poderíamos ter amado e perdoado mais as pessoas, principalmente aquelas com as quais convivemos de perto.

Ao mesmo tempo vislumbramos o futuro que está tão próximo, o ano que vai nascer, e começamos a fazer promessas e mais promessas para nós mesmos. Nos comprometemos a realizar uma lista imensa de boas atitudes. As clássicas são: começar uma dieta alimentar a partir de 02 de janeiro (pois em 01 de janeiro ainda nos resta comer o que sobrou da ceia); fazer alguma atividade física - aquela que o médico tem recomendado a uns dez anos e ainda não tivemos coragem de começá-la; e por fim, ler a Bíblia toda em um ano. Esse último, é o propósito campeão dos crentes que é deixado de ser cumprido já a partir de fevereiro quando começa a leitura de Levítico com suas intermináveis e incompreensíveis (para muitos) regras sacrificiais ordenadas para os israelitas.

Prometemos a nós mesmos muitas outras coisas: orar mais, dar mais tempo para Deus, dedicar-se mais ao cônjuge e aos filhos, ler uns dois livros até o final do ano, fazer aquele curso ou aquela pós que o mercado de trabalho está exigindo faz tempo, sermos mais dedicados no serviço da obra de Deus, irmos mais à igreja,  melhorarmos o tratamento que damos às pessoas, amar e perdoar mais, odiar menos, ou melhor, não odiar mais, sermos mais calmos no trânsito, sermos mais amorosos,carinhosos, pacientes, afetuosos, bondosos, e menos rabugentos, "chatonildos", "cris-cris", chatos de galocha, o tal "mala" que reclama de tudo, critica, fala mal, fofoca, murmura...

Pois é, uma lista sem fim de desejos e promessas para o ano que se aproxima. Todo ano é assim. Mas para a maioria das pessoas apenas uma pequena parte dessa lista é cumprida ao longo do ano. Com o passar dos dias do novo ano, a vida vai voltando a ser exatamente aquela velha vida como era no ano anterior, para não dizer nos anos anteriores. A verdade é que a maioria das pessoas é muito boa em iniciativa, mas péssima em "acabativa". É excelente em desejar as mudanças, mas muito ruim para colocá-las em prática. Há uma distância muito grande entre desejar fazer algo e realmente colocá-lo em prática. E não somente iniciar, mas ir até o fim. 

Que o Eterno Deus nos conceda sua graça para não somente projetarmos mudanças, mas graça suficiente para efetivamente implementá-las em nossa vida. As palavras de Paulo refletem essa necessidade: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12:2). Desse modo, finalmente,  no novo ano, poderemos experimentar muitas coisas novas e boas que abençoarão não somente a nós mesmos, mas todos aqueles que estão ao nosso redor.

Que Deus abençoe ricamente o teu ano de 2010, em Cristo Jesus, o nosso Senhor, na graça e no poder do Espírito Santo!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para onde aponta a manjedoura

O dia 25 de dezembro é o dia chamado de Natal. Recebe esse nome porque se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Mas, na realidade, ninguém sabe de fato o dia que Jesus nasceu. Além disso, a última coisa que a nossa sociedade hipócrita pensa fazer no dia 25 de dezembro é comemorar de verdade o aniversário de Jesus.

Basta observar as pessoas e o que se passa TV nessa data do ano: no dia em que é comemorado o seu “aniversário” Jesus é esquecido e até mesmo confundido com o Papai Noel. Ora, quem é o Papai Noel senão uma caricatura inspirada em São Nicolau, um santo adorado no catolicismo romano, portanto um símbolo da idolatria. No Natal, na casa das pessoas, Jesus passa totalmente despercebido. Entra em cena o Papai Noel, a árvore iluminada, o presépio enfeitado, a entrega dos presentes, a mesa farta de comida e a bebedeira. Porém, nada de Jesus.

O comércio aproveita para aumentar as vendas, tornando a data meramente uma oportunidade de lucro financeiro. Na TV, os programas com temas natalinos, vê-se de tudo: mais Papai Noel, neve, renas, trenós, mensagens de paz... Mas não se ouve falar do Jesus da Bíblia que nasceu e morreu para nos salvar. Nos locais de trabalho, na véspera do dia 25 de dezembro, os colegas se despedem desejando uns aos outros “um feliz Natal”, sem ter a menor idéia do seu real significado.

Quero ressaltar que não tenho nada contra em comemorar o Natal, embora alguns cristãos radicais abominem a festa por considerá-la pagã. Radicalismos à parte, acredito que nós, os cristãos genuinamente nascidos de Deus que conhecemos o verdadeiro sentido do nascimento de Jesus, não podemos perder a oportunidade de anunciar ao mundo o real significado e propósito do nascimento do Salvador, justamente na época quando os olhos do mundo inteiro estão fitos na manjedoura, e, portanto, mais suscetíveis para ouvir o Evangelho.

Por falar em manjedoura... Para muitas pessoas, um dos símbolos do Natal é o presépio, onde ali é representado o nascimento de Jesus, e Ele, recém-nascido, posto numa manjedoura. As pessoas olham para o presépio, olham para a manjedoura, acham tudo aquilo muito lindo... E isso é o Natal para elas: o menino Jesus na manjedoura, muita comilança, bebedeira e troca de presentes.

De fato, após nascer, Jesus foi colocado em uma manjedoura, segundo descreve Lucas 2:7. A manjedoura era o local onde se colocava comida para os animas se alimentarem. Mas a mensagem do nascimento de Jesus fica incompleta se parar ali, na manjedoura. Porém, é isso que as pessoas fazem no Natal. Quando se lembram de Jesus no Natal, o vêem somente na manjedoura, como um bebê. Desse modo, desprezam o mais importante: o propósito do seu nascimento.

A manjedoura de Jesus não aponta somente para o seu nascimento, aponta, sobretudo para o seu propósito. Quando entendemos isso, o nascimento de Jesus se reveste de real significado.

Segundo a Bíblia, a Palavra de Deus, a manjedoura de Jesus aponta para a sua divindade, pois o profeta Isaías, sete séculos antes de Jesus nascer, profetizou sobre Ele: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6). O Senhor Jesus não é qualquer deus; Ele não é um buda ou um espírito de luz super-evoluído; nem mesmo um revolucionário de seus dias. Jesus é Deus! Deus que se fez homem para morrer em nosso lugar.

A manjedoura de Jesus aponta para a salvação, a vida eterna. É o que dizem todas estas passagens bíblicas: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:11); “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores...” (1Tm 1:15); “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 5:21). Jesus nasceu, morreu e ressuscitou para dar a vida eterna a todos os que crêem nele.

A manjedoura de Jesus aponta para a graça e a justificação dos pecadores. O apóstolo Paulo diz que “existe uma diferença entre o pecado de Adão e o presente que Deus nos dá. De fato, muitos morreram por causa do pecado de um só homem; mas a graça de Deus é muito maior, e ele dá a salvação gratuitamente a muitos, por meio da graça de um só homem, que é Jesus Cristo” (Rm 5:15). Graça significa “favor imerecido”. Deus nos salva pela sua graça, isto é, pelo seu favor imerecido. Nós não merecemos, mas Ele nos salva pela sua graça mediante a nossa fé em Jesus. Não pelos nossos méritos, mas pelos méritos de Cristo, por aquilo que Ele fez na cruz por nós: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8, 9). Que o nosso Deus seja louvado eternamente por isso!

A manjedoura de Jesus aponta para o seu sacrifício redentor: Paulo também declara que Jesus “... subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:5-8). Jesus morreu para nos salvar, para nos dar a vida eterna.

A manjedoura de Jesus aponta para a sua ressurreição. Jesus nasceu para morrer. E morreu para ressuscitar. E ressuscitar para nos dar a vitória eterna. Jesus Cristo, o nosso amado Salvador, “foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4:25). Por esta razão, podemos pelo poder do sangue de Jesus e de sua ressurreição, que também nos ressuscitou para uma nova vida (Rm 6:4), entrar com plena certeza de fé na presença bendita do nosso Deus (Hb 10:19-22).

Diante de tudo o que representa o nascimento de Jesus, o que realmente importa não é a data que Jesus nasceu. O mais importante é que Ele de fato nasceu! E, o mais importante ainda, é o porquê Jesus nasceu.

Portanto, a manjedoura de Jesus perde o sentido sem a cruz de Jesus. A manjedoura sem a cruz perde seu propósito, a razão de ter acolhido o Rei quando Ele nasceu.

A manjedoura que acolheu o Rei aponta também para a sua cruz, e conseqüentemente, para a nossa eterna e bendita salvação. Este é o verdadeiro sentido do Natal.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O baixinho que descobriu como ser um grande homem

Há momentos da vida de uma pessoa que se requer uma profunda reflexão. As coisas não estão como deviam, e, embora a vida pareça transcorrer normalmente, a consciência e o coração sinalizam que mudanças precisar ser feitas. Isso aconteceu com um homem chamado Zaqueu. Este homem viveu a dois mil anos atrás, mais precisamente na cidade de Jericó, na Palestina dos dias de Jesus.

Zaqueu era um homem baixo em sua estatura. Era baixo também em sua vida moral. Como chefe dos cobradores de impostos, recebia alta comissão pelos valores cobrados indevidamente dos contribuintes. Roubava e recebia propina. Tornou-se um homem rico pela corrupção. De nacionalidade judaica, cobrava impostos para o Império Romano que naquela época dominava a Palestina dos judeus. Isso era algo inadmissível para o povo judeu. Por isso os judeus odiavam os cobradores de impostos. Eram considerados ladrões e traidores da nação. Desse modo, Zaqueu era desprezado e odiado pelas pessoas do seu próprio povo.


Até que certo dia, quando Jesus passava por Jericó, Zaqueu correu para ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então subiu numa figueira para ver Jesus, que iria passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, aconteceu o inesperado: Jesus olhou para cima e disse a Zaqueu: “Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa”. Então, Zaqueu desceu depressa daquela figueira e recebeu Jesus na sua casa, com muita alegria.


Durante a refeição, Jesus falou da Palavra de Deus para Zaqueu e sua família. Aquele era o momento de Zaqueu fazer uma profunda reflexão sobre sua vida. Refletiu sobre seus princípios e valores. Chegou à conclusão que todo dinheiro do mundo, principalmente o que é ganho de forma desonesta, não pôde lhe trazer o verdadeiro sentido da vida. Então se levantou e disse para Jesus: “Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais”.


Essa é a atitude de alguém que despertou para a realidade da vida. É a atitude motivada pelo arrependimento daquilo que é errado. É quando os pecados são abandonados e a transformação acontece na vida do indivíduo. Jesus então disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa”. A salvação resultado da fé e do arrependimento.


Quem sabe, amigo leitor, alguma mudança também precise ser efetuada em sua vida? Saiba que, assim como Zaqueu precisou de Cristo para ser transformado, assim também você precisa de Jesus. Portanto, reflita sobre sua vida, abandone todo pecado, e, pela fé, se entregue hoje mesmo a Jesus Cristo a fim de que Ele te perdoe e faça de você uma nova pessoa transformada pelo seu poder. Somente assim poderá ter a sua vida transformada.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Milagres

No mês de Dezembro somos lembrados do nascimento de Jesus. Em quase todas as partes do mundo é comemorado o nascimento do Salvador. Porém, o que muita gente desconsidera é que a concepção de Jesus no ventre de Maria se deu por conta de um ato sobrenatural de Deus. Estando Maria noiva de José, e ainda virgem, recebeu do anjo Gabriel uma notícia extraordinária: “Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus... Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra...” (Lc 1:31, 35).


E assim aconteceu conforme anunciado pelo anjo. Mas este é apenas um dos muitos milagres de Deus descritos na Bíblia Sagrada. Porém, falar sobre milagres hoje em dia pode parecer algo absurdo. Principalmente porque vivemos num mundo cético, onde as pessoas desprezam a fé em Deus orgulhando-se de sua pretensa sabedoria. E como se não bastasse, há pessoas que dizem crer em Deus, mas não acreditam que Ele opere milagres nos dias de hoje. Isto é uma incoerência sem tamanho, pois não crer que Deus possa fazer milagres em nossos dias é descrer do próprio Deus.

Bem, o que nos importa não é o que dizem os homens, por mais sábios que sejam, nem mesmo os “religiosos” incrédulos. O que nos importa é o que nos diz a Palavra de Deus e as incontáveis experiências que as pessoas cheias de fé têm tido com o poder sobrenatural de Deus. Contra os fatos não há argumentos. Temos sido testemunhas de como Deus tem agido com seu poder sobrenatural, em resposta à fé das pessoas, para efetuar curas, libertações, transformação de vidas, restaurar famílias inteiras, salvar casamentos destruídos e solucionar tantas outras situações adversas.

A fé viva no único Deus vivo pode trazer a solução para problemas que são impossíveis de serem sanados pelos homens. Quem sabe, você mesmo esteja enfrentando uma luta que somente um milagre seria a solução. Pois bem, Jesus nos ensina que “tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23). Então, creia no poder de Deus, o busque de todo coração e entregue tua vida a Cristo. Desse modo, o poder sobrenatural de Deus poderá manifestar-se em sua vida mediante sua fé nele.

Quando o anjo Gabriel falava com Maria, deu a ela ainda outra notícia: que sua parenta Isabel, estéril e de idade avançada, fora agraciada por Deus com uma gravidez. Então concluiu dizendo: “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1:37). Portanto, creia nessas verdades de que tudo é possível ao que crê e que não há impossíveis para Deus, para que assim, o poder de Deus também se manifeste em tua vida e prove do milagre que vem do Senhor.