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sábado, 30 de maio de 2009

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça

Justiça. Quando pensamos em seu significado o sentimento que temos é que estamos pensando em algo escasso no mundo em que vivemos. Ouvimos os noticiários na TV, na rádio ou na internet todos os dias e nos deparamos com situações em que impera a injustiça. Num mundo cheio de corrupção, violência e criminalidade, os homens de bem buscam justiça. Clamam por justiça. Então olhamos ao nosso redor e vemos a incapacidade humana de fazer ou aplicar a justiça tão almejada.

Mas há uma justiça que homens pouco têm se preocupado: a justiça que vem de Deus. O Senhor Deus é um Deus Justo. Aliás, não há ninguém justo como Deus. Deus é Justo em toda sua maneira de agir e pensar. Todavia, há quem duvide da justiça de Deus ao se deparar com tanta injustiça no mundo. Indagam assim: “Se Deus é justo, por que tanta injustiça?”. Na verdade, Deus jamais pode ser responsabilizado pela injustiça que impera em todo o mundo. O responsável por toda injustiça é o próprio homem que, por causa de seu pecado, tem sido o causador de todos os males da humanidade.

O Deus Justo pedirá, por sua justiça, prestação de contas por toda injustiça praticada pelos homens. E não somente isso, a justiça de Deus exige o castigo pelo pecado. A Bíblia diz que este castigo é a morte eterna: “... todos pecaram e carecem da glória de Deus... porque o salário do pecado é a morte” (Rm 3:23; 6:23). Em razão disso, a justiça de Deus exige que a salvação do pecador venha do próprio Deus e de um homem perfeito sem pecado. E somente Jesus Cristo cumpriu esta exigência da justiça divina. Jesus é Deus Salvador e homem perfeito que tomou o nosso lugar na cruz. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. Por isso está vivo e intercede por nós junto ao Pai. Que plano maravilhoso Deus traçou para nos salvar! Fez isso porque nos ama: “Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8).

Aqueles que “tem fome e sede de justiça” são mais do que felizes, disse Jesus (Mt 5:6), pois a encontram em abundância quando se arrependem de seus pecados e crêem em Cristo para salvação. Em Jesus Cristo, temos os nossos pecados perdoados e somos justificados pela fé em Jesus Cristo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). Louvado seja Deus por isso!

Bem-aventurados os mansos

Mansidão pode ser sinônimo de fraqueza ou frouxidão para muita gente. Todavia, a mansidão pode ser resultado justamente do domínio próprio que a pessoa tem sobre seus instintos humanos. Provérbios 16:32 diz que “melhor é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”. Essa atitude está muito longe de ser uma atitude de fraqueza ou frouxidão, não é mesmo?

Mas existe ainda uma mansidão superior àquela que nos faz dominar o nosso espírito em situações conflitantes. É aquela mansidão referida pelo Senhor Jesus quando disse: “bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5:5). Jesus está falando da mansidão que se submete à vontade de Deus. Pode existir alguém que é manso para dominar o seu espírito nas adversidades, mas não é manso para curvar seu espírito perante a vontade do Deus Criador. Portanto, o manso a quem Jesus se refere é alguém dotado de uma virtude maior do que simplesmente possuir domínio próprio nas tribulações.

O que é manso para fazer a vontade de Deus, o será também em toda e qualquer situação de sua vida, pois seu coração está rendido ao senhorio do Senhor Jesus. Esta mansidão é fruto da fé salvadora em Jesus Cristo, que nos aproxima de Deus e nos justifica perante Ele.

Os mansos de Deus herdarão a terra, mas não esta terra, e sim, a nova terra que Deus está preparando para os mansos que o amam e cumprem sua vontade. A Palavra de Deus diz que “nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (II Pd 3:13). Baseado nessa verdade profética, Jesus prometeu: “Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome” (Ap 3:12). Nessa santa cidade habitaremos para sempre na presença do nosso Deus.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bem-aventurados os que choram

Quantas pessoas neste exato momento estão chorando por algo que lhes causa dor, sofrimento e decepções? Sim, todos nós já choramos por situações parecidas. O choro, que também pode ser de alegria, normalmente é ligado à tristeza e ao sofrimento. É verdade também que há choro causado por sofrimentos banais, como o torcedor que chora desesperadamente porque seu time perdeu o campeonato. Chora como se houvera morrido alguém!

Mas há choros justos: da mãe que enluta o filho, do pai que perdeu o emprego, da mulher que foi traída pelo marido. Para estes o Senhor Jesus diz: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mt 5:4). Bem-aventurado significa “mais do que feliz”. Como alguém que chora pode ser mais do que feliz? Porque há um choro causado por um sentimento que transforma a vida daquele que chora. É o choro daqueles que lamentam seus próprios pecados. É o choro do pecador arrependido que confessa e abandona seu pecado, e entrega-se de coração ao Senhor Jesus Cristo, o nosso amado Salvador.

Quando o pecador tem consciência de seus pecados e de seu afastamento do Deus Criador, chora entristecido por ter vivido longe da presença de Deus. Mas esta tristeza irá transformar a sua vida. Paulo diz isso em sua segunda carta aos cristãos da cidade de Corinto: “... fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus... Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (II Co 7:9b, 10).

Aquele chora arrependido por causa de seus pecados recebe o perdão de Deus. Receber o perdão de Deus pelo seu amor é o maior presente que alguém pode receber. Isso, é ser mais do que feliz!

Bem-aventurados os humildes

Quando se fala em ser uma pessoa humilde, muitos logo pensam nas condições materiais de tal pessoa. Mas será que a humildade tem alguma coisa a ver com a classe social de alguém? Obviamente que não. Alguém pode ser pobre e ser orgulhoso, ao passo que, outro alguém pode ser rico e ser humilde. A humildade nada tem a ver com as condições sociais de alguém.
A humildade está relacionada ao caráter da pessoa e ao modo como se relaciona com Deus. Jesus disse: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3). Note que Jesus fala da “humildade de espírito”, nada tendo a ver com a falta de bens materiais. Aquele que é humilde de espírito é bem-aventurado, ou seja, é mais do que feliz.
Quando nutrimos em nosso caráter a humildade, somos abençoados por Deus e abençoamos também as pessoas que estão ao nosso redor. Quando somos humildes de espírito os nossos relacionamentos pessoais são saudáveis, livres de ressentimentos, mágoas e desejos de vingança.
O orgulhoso por sua vez, afasta as pessoas de si mesmo, não houve ninguém, nem mesmo a Deus. Por isso a Bíblia diz que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4:6). E diz mais: “o galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, honra e vida” (Pv 22:4).
A pessoa que é humilde de espírito coloca a vontade de Deus em primeiro lugar em sua vida, em detrimento as suas vontades pessoais. Ela prioriza as coisas do Reino de Deus. Por isso, Jesus prometeu que de tais pessoas é o reino dos céus.