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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A verdadeira face do Carnaval

O Brasil vive a expectativa pela chegada de sua maior festa popular: o Carnaval. A festa brasileira que com suas luzes encantam e atraem pessoas do mundo inteiro. Nos salões e nas avenidas estarão os foliões desfilando seus corpos e suas fantasias. No Carnaval, caem as barreiras sociais e encontram-se o pobre e o rico, ambos dispostos a torrar cada centavo do seu dinheiro na farra do rei Momo.

A cada ano,
o Carnaval movimenta e fatura muito, mas muito dinheiro mesmo. Os valores dos camarotes dos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo ultrapassam a casa dos milhares de reais. Não obstante o lucro obtido pelo carnaval, devemos nos perguntar até que ponto tal festividade é realmente imprescindível para a nossa sociedade. É inacreditável como uma nação inteira se permite parar por quatro dias para festejar uma festa que nos traz tantos prejuízos. Os assuntos mais importantes do país são deixados de lado pelos governantes, população e imprensa. Nada melhor do que um feriadão festivo de quatro dias para os políticos corruptos. Durante o Carnaval suas estripulias caem no esquecimento da mídia e da sociedade que estão com seus olhos ofuscados pelos confetes e serpentinas.

Há uma face oculta do Carnaval que as pessoas insistem em fazer de conta que não existe. Durante o Carnaval a nação é mergulhada nos mais terríveis acontecimentos que destroem vidas e famílias: promiscuidade sexual, proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, e o aumento do consumo de drogas e de bebidas alcoólicas que geram mais crimes, violência e acidentes de trânsito. Sem falar do envolvimento das escolas de samba com o jogo do bicho em com o tráfico de drogas. No ano passado foi noticiado nos meios de comunicação que integrantes de uma tradicional escola de samba do Rio de Janeiro estavam envolvidos com o tráfico. Mas será que alguém em sã consciência nesse país tinha alguma dúvida disso? É lamentável que em troca de lucros políticos e econômicos as autoridades fazem vistas grossas diante dessa triste realidade.

O Carnaval não deve ser visto meramente como uma inofensiva festa popular ou uma simples expressão da cultura brasileira. Na verdade, o Carnaval é a mais pura expressão da degradação moral e espiritual do homem que dá as costas para Deus. O brilho do Carnaval é falso, é uma casca que tenta esconder sem sucesso sua real face. O Carnaval é a festa da idolatria, onde os homens se põem a idolatrar os corpos uns dos outros. É a festa da destruição dos valores éticos e morais.

Tanto aqueles que participam, quanto aqueles que promovem o Carnaval, podem ser comparados espiritualmente e moralmente com os falsos mestres que Pedro descreve em sua segunda epístola: "Esses homens agem por instinto, como os animais selvagens, que nascem para serem caçados e mortos. Eles xingam aquilo que não entendem. Por tudo isso eles serão destruídos como animais selvagens e pagarão com sofrimento o sofrimento que causaram aos outros. Eles têm prazer em satisfazer em pleno dia os seus desejos imorais" (II Pedro 2:12, 13).

O Carnaval é a festa da falsa liberdade, onde as pessoas sentem-se à vontade para extravasar seus mais insanos e pecaminosos desejos. É a falsa liberdade que leva à escravidão. Mas a verdadeira liberdade é encontrada somente em Jesus Cristo. O Senhor oferece essa real liberdade a todas as pessoas que se voltarem humildemente a Ele: “Conhecerão a verdade, e a verdade os libertará... Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres” (João 8:32, 36). Esta sim, é a verdadeira liberdade e a verdadeira vida!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Começou mais um BBB!

É isso aí. Começou mais um BBB. O tão assistido reality show, Big Brother Brasil. Mas prefiro chamar de “Besteirol, Bobagens e Baixarias”. A receita perfeita do tipo de programa que atrai milhares de telespectadores, que com os olhos na telinha, se deliciam ao dar espiadelas no que acontece na casa, espiando a intimidade de gente desconhecida, de gente que vende seus corpos como se fosse mercadoria qualquer. Uma mistura de idolatria, idiotice e insanidade cultural. Idólatras, idiotas e insanos em ambos os lados da telinha. Os que espiam e os que são espiados. Coisa de gente que não tem o que fazer na vida. Coisa de gente pouco inteligente. Coisa de gente com mente fraca e coração vazio. Um programa que gira milhões de reais, mas que não vale absolutamente nada. Uma verdadeira afronta à nossa inteligência.

O que digo, vai além das razões bíblicas ou espirituais. Tem a ver com a educação do nosso povo. Com a responsabilidade social e cultural da televisão brasileira. Aliás, a televisão brasileira confunde “liberdade de expressão” com “libertinagem”. Vivemos vinte anos de ditadura militar. Uma ditadura que, com mão de ferro, fiscalizou, censurou e limitou a forma de livre pensamento dos brasileiros. Com o fim da ditadura, na segunda metade da década de 1980, a imprensa e o meio artístico no Brasil, comemoraram o retorno da liberdade de expressão. Mas em nome dessa liberdade, as redes de televisão têm descambado para todo tipo de libertinagem, chamando de “cultura” e "informação" todo o lixo que despejam nas mentes das pessoas.

As redes de televisão devem saber que possuem uma responsabilidade social na formação cultural da sociedade. A Rede Globo manda para o ralo sua responsabilidade social ao exibir em horário nobre essa “sumidade de entretenimento familiar”. O que um programa como o BBB contribui para a cultura do nosso Brasil, já tão castigado pelo mau uso dos recursos públicos e falhas terríveis na área do ensino e educação por parte dos governos?

O BBB, “Besteirol, Bobagens e Baixarias”, é apenas o carro chefe e o legítimo representante não somente da alma da televisão brasileira, mas é o retrato da alma das pessoas que o produzem, participam, compram e assistem-no. É o retrato da alma humana sem Deus, em busca de algo que lhes preencha o vazio espiritual que somente seu Criador pode fazê-lo. É o retrato da alma humana, que, ao invés de “espiar” a si mesmo, de olhar para dentro de si a fim de fazer mudanças, prefere “espiar” a intimidade alheia, fugindo da responsabilidade de confrontar-se com suas próprias imperfeições, falhas e pecados. É o retrato da alma que não está disposta a orar a Deus como fez Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23, 24).

E assim, segue o homem sem Deus, se divertindo com qualquer besteirol, alimentando sua mente com bobagens e curtindo prazerosamente as baixarias da TV. Mas virá o dia em que Deus pedirá contas a todo homem que rejeitou a sua sabedoria. Esse dia chegará para todo homem. É isso que diz a sabedoria divina personificada em Provérbios 1: “Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão; também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei, em vindo o vosso terror como a tempestade, em vindo a vossa perdição como o redemoinho, quando vos chegar o aperto e a angústia. Então, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar. Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e dos seus próprios conselhos se fartarão. Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição” (Pv 1:24, 32)